São Paulo, 29 de junho de 2026

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08/04/2012

Para indústria, pacote do governo vai na direção certa

(08/04/2012) – O pacote de medidas de estímulo à indústria nacional, anunciado pela presidente Dilma Roussef no último dia 3 de abril, foi bem recebido pelas principais entidades empresariais do País. Entretanto, pelas opiniões que apresentamos abaixo, pode-se dizer que ficou aquém das expectativas da maioria das lideranças do setor industrial.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, por exemplo, considerou as medidas positivas, mas insuficientes para resolver o problema da falta de competitividade das empresas brasileiras. “Essas medidas apenas baixaram uma febre de 40°C, que atinge a indústria, para 38,9°C”, disse. “Precisamos de medidas efetivas de redução de custo. Faltou também acertar a defasagem cambial”.

Para a CNI – Confederação Nacional da Indústria as medidas representam um passo importante para melhorar o ambiente de negócios. No entanto, Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, ressaltou que a desoneração da folha de salários, créditos e defesa comercial ajudam, mas é necessária uma estratégia clara de política industrial, com objetivos bem definidos, para que a indústria tenha “isonomia competitiva”.

Já o vice-presidente da entidade, Paulo Tigre, observou que o pacote do governo está “dentro da realidade”. Em sua avaliação, “o governo vem tomando medidas dentro da realidade e são medidas importantes para que possamos nos proteger e aumentar nossa competitividade”. E acrescentou: “Nós sabemos que há uma carga de impostos alta e que isso é extremamente prejudicial. Mas outro aspecto ruim é que alguns estados facilitam a importação (com a guerra dos portos) e isso não pode ocorrer”.

Para a Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro “a iniciativa contrapõe as políticas que vêm sendo adotadas por países em crise que, de modo geral, têm resultado em apreciação do real e crescimento das importações. Dessa forma, tais medidas vão na direção correta e são bem-vindas pelo setor empresarial do Estado do Rio de Janeiro”.

Entre as medidas consideradas benéficas, a entidade destacou a redução de encargos tributários, a desoneração da folha de pagamentos, o aumento dos recursos e a melhoria das condições de financiamento do BNDES às exportações, além da ênfase à defesa comercial e dos estímulos à aquisição de computadores e ao acesso à internet em banda larga.

O presidente da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Aguinaldo Diniz Filho, acredita que as medidas terão impacto positivo, mas defende “mudanças contínuas e profundas nas estruturas de produção”. Segundo ele, o anúncio demonstra uma “sensível preocupação” com a desindustrialização e suas possíveis consequências para o País, como a redução de empregos.

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