São Paulo, 25 de junho de 2026

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11/02/2012

Doosan desenvolve estratégia para crescer no Brasil

(12/02/2012) – A Doosan Infracore Machine Tools, divisão de máquinas-ferramenta do grupo coreano Doosan, quer ampliar a participação no mercado brasileiro. Para tanto, a marca está elaborando estratégia de longo prazo “visando conseguir uma expressiva participação no Brasil”, segundo Ennio Crispino, diretor de Vendas para a America do Sul.

Dentro dessa estratégia, a empresa está reforçando o relacionamento com o Banco DLL, ampliando a oferta de financiamentos exclusivos para a linha de produtos da Doosan – com taxas de juros competitivas, subsidiadas pela própria empresa coreana.

A este fato irá se somar a recente decisão de ampliar os estoques de máquinas no Brasil, tanto dos modelos mais populares quanto dos mais sofisticados, visando reduzir o prazo de entrega. As máquinas ficarão estocadas em entrepostos aduaneiros.

Outra possibilidade, essa de longo prazo, é a instalação de uma fábrica no Brasil. Hoje, se contabilizados fatores como Custo Brasil, real valorizado e pequena escala, uma unidade de produção não seria viável. Porém, “se o mercado brasileiro continuar crescendo até 2014-2015, vamos investir na melhoria de nossa estrutura local e até possivelmente fabricar maquinas no País”, comenta Crispino.

O grupo Doosan – que está investindo R$ 100 milhões em uma fábrica de máquinas de construção no Interior de São Paulo – produz máquinas-ferramenta apenas na Coreia do Sul e na China, sendo que esta última atende apenas ao mercado chinês. “A Doosan prevê produzir 16 mil máquinas-ferramenta em 2012”, afirma o diretor.

MERCADO – No ano passado, a Doosan – que é representada pela Meggatech – aumentou o faturamento no Brasil em 10%. O resultado ficou abaixo da expectativa, em grande parte devido à retração ocorrida no último trimestre do ano. Para 2012, Crispino espera um desempenho melhor ou, no mínimo, no mesmo patamar de crescimento atingido em 2011.

Em sua opinião, esse desempenho deve se concretizar, até mesmo pela demanda que ficou represada no último trimestre do ano passado. “Os principais setores que devem impulsionar o mercado brasileiro este ano serão: automotivo, agrícola, petróleo e gás e geração de energia”.

Crispino acredita que o panorama incerto na Europa pode ser um fator gerador de oportunidades no Brasil em 2012. “Na prática, podemos ter reflexos positivos no mercado brasileiro, com mais empresas interessadas em se instalar no Brasil e o consequente surgimento de novos negócios no País. E, claro, os bens de capital serão fundamentais para a concretização desses investimentos”.

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