(18/01/2009) – “Nossa política é de valorização e respeito aos funcionários, por isso descartamos demissões mesmo neste momento de crise”, afirma Renato Franchi, presidente das Indústrias Nardini, de Americana (SP), que anunciou no início de 2009 que a empresa vai manter o mesmo quadro de funcionários de 2008.
Segundo a Nardini, a decisão contraria a tendência seguida por várias empresas do segmento de máquinas-ferramenta no Brasil e no mundo, que adotaram a a demissão de funcionários como corte de custos. “Em contrapartida temos o empenho dos funcionários em produzir mais com o menor custo possível”, acrescenta.
Com cerca 1.100 funcionários, a empresa é a quarta maior geradora de empregos na cidade de Americana e possui carteira com pedidos até fevereiro de 2009. Segundo Franchi, a fábrica está operando a todo vapor para atender a essa demanda, reflexo do excelente ano que a Nardini teve em 2008. Em todo ano, foram produzidas duas mil máquinas, com pico em novembro (220 máquinas) e menor produção em fevereiro (120). “Tivemos uma pequena queda no final do ano por causa da crise, mas o desenvolvimento do setor em 2008 foi muito favorável para Nardini, acima do normal, principalmente em virtude da alta demanda que tivemos de escolas técnicas”, conta o executivo.
Em 2008, a produção de máquina na empresa de Americana foi 20% maior que a de 2007. Desse total, 20% atenderam a demanda de escolas técnicas. A produção de máquinas para instituições de ensino foi cerca de 50% maior em 2008 comparado com o ano anterior.
Para o presidente da Nardini, a melhor forma de lidar com a crise que deve chegar em 2009 é otimizar a produção e conscientizar os funcionários sobre a necessidade de reduzir custos e evitar desperdícios. “Mas não adianta ficar pensando na crise e em como ela poderá nos afetar. Não podemos deixar de trabalhar por causa disso. Temos que ser menos negativos e trabalhar mais para que ela não bata a nossa porta”, conclui.