(18/12/2011) – O bom momento do agronegócio e a abertura de diversos canteiros de obras de infraestrutura através do país contribuíram para que a indústria de implementos rodoviários tivesse, em 2011, um dos melhores desempenhos de sua história recente.
De acordo com Cesar Pissetti, vice-presidente do Simefre – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, o setor deverá emplacar até o final de dezembro 183 mil implementos, dos quais 57 mil da linha pesada e 126 mil da linha leve. É um crescimento de 7,5% nas vendas na comparação com 2010, quando o setor comercializou um total de 170 mil unidades.
chr38ldquo;Como resultado, a indústria deverá fechar o ano com um faturamento de R$ 7,5 bilhões, ante os R$ 6,8 bilhões de 2010”, disse Pissetti, que apresentou os números durante o encontro com a imprensa, em São Paulo. Os valores incluem tanto as vendas de equipamentos completos como de peças avulsas.
Pissetti explicou que a disponibilidade de crédito e a isenção do IPI para o setor também estão sendo fatores importantes de estímulo para a indústria de implementos rodoviários, e que as projeções para 2012 são igualmente positivas.
Segundo o dirigente do Simefre, as vendas deverão ter uma aceleração de 5,4% no ano que vem, somando 193 mil implementos. As exportações devem repetir o desempenho deste ano, com estabilidade em cerca de 5 mil unidades, enquanto o faturamento do setor tem potencial para crescer 5,3% e chegar a R$ 7,9 bilhões.
Pissetti afirmou, entretanto, que o setor teme o agravamento de alguns desafios que já enfrentou em 2011, como a lenta recuperação da economia norte-americana e o aprofundamento da crise na zona do euro, a tendência de desaceleração do consumo no Brasil por conta do alto endividamento, a crescente perda de competitividade da indústria nacional e a escassez de mão de obra qualificada. A inflação acima da meta é outra preocupação dos fabricantes.