(23/10/2011) – Daniel Shechtman, do Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, recebeu o Prêmio Nobel de Química de 2011 pela descoberta dos quase-cristais, em 1982. No nível atômico, os quase-cristais reproduzem padrões regulares, que nunca se repetem. Até essa descoberta, acreditava-se que em toda matéria sólida os átomos estariam unidos dentro de cristais cujos padrões simétricos se repetiriam periodicamente.
E onde a Sandvik entra nessa história? Pesquisadores da Sandvik Materials Technology – em meados da década de 1990, portanto, mais de 10 anos depois – foram os primeiros no mundo a descobrir quase-cristais no aço. “Hoje, a Sandvik é provavelmente a única empresa do mundo que conta com quase-cristais em seus produtos comerciais”, informa a empresa em nota divulgada na semana passada.
“Cientificamente, foi uma descoberta muito interessante, que abriu a possibilidade de se produzir quase-cristais pela metalurgia convencional”, informa Jan-Olof Nilsson, pesquisador da Sandvik. “É algo que pode significar muito para o futuro desenvolvimento de produtos da Sandvik”.
O produto da Sandvik no qual foram encontrados os quase-cristais é o Nanoflex, atualmente empregado na fabricação de agulhas para cirurgias oculares e em barbeadores elétricos. O Nanoflex foi desenvolvido por Anna Hultin Stigenberg, com a assistência de Liu Ping e Jan-Olof Nilsson, todos eles até hoje funcionários da Sandvik Materials Technology, atuando na área de pesquisa e desenvolvimento.
Em dezembro próximo, quando estará em Estocolmo, na Suécia, para receber o Nobel, Daniel Shechtman participará de um seminário na KTH – Royal Institute of Technology. Na ocasião, Jan-Olof Nilsson fará uma apresentação sobre o Nanoflex.
