São Paulo, 27 de junho de 2026

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24/09/2011

Fabricantes de válvulas voltam a investir no Brasil

(25/09/2011) – Afetados pela crise internacional e o forte crescimento da importação, o segmento de válvulas industriais dá sinais de recuperação, inclusive com o anúncio de novos investimentos. “Com a crise mundial, muitas empresas aproveitaram para comprar seus produtos no exterior, esquecendo-se da qualidade que o Brasil possui em válvulas, mas o mercado começa a melhorar”, disse Pedro Lúcio, presidente da CSVI – Câmara de Setorial de Válvulas Industriais da Abimaq e um dos expositores (RTS Válvulas) da Fluid & Process, feira realizada na semana passada em São Paulo.

De acordo com Lúcio, a expectativa é que as vendas sejam quintuplicadas nos próximos cinco anos. Este fato justifica as informações sobre novos investimentos no Brasil de empresas como a alemã Gemü, da Imake KNS e da própria RTS.

A RTS Válvulas Industriais, de Guarulhos, que já contava com duas unidades industriais adquiriu recentemente a Metalúrgica Brusantin, de Piracicaba. Além disso, está investindo no desenvolvimento de válvulas industriais para serem utilizadas nos futuros empreendimentos da Petrobrás em águas profundas “Ainda temos área livre para construção, caso o volume de negócios tenha incremento”, afirma Wagner Montanari, diretor de Novos Negócios da RTS.

Outra empresa em fase de expansão é a alemã Gemü, que está completando 30 anos de atividades de sua fábrica de São José dos Pinhais (PR). A empresa está inaugurando escritórios no Chile e no Peru, visando ampliar o fornecimento de produtos para o segmento de mineração. Sem ter mais representantes terceirizados intermediando a relação com seus clientes latino americanos, a multinacional espera ter ganhos na qualidade de atendimento e no volume de negócios. Para atender a demanda das duas novas filiais, a fábrica da empresa em São José dos Pinhais está passando por reformas. “Estamos modernizando o layout para otimizar o processo produtivo e atender a norma mais exigentes”, explica Rodrigo Chiamulera, analista de Marketing da Gemü.

Já a Imake KNS, de Diadema (SP), vai dobrar a área fabril em 2012. “Nosso espaço está limitado para a demanda atual”, explicou Sérgio Dotto, da Departamento de Vendas da Imake KNS. Segundo ele, os fabricantes brasileiros não têm mais “mercado cativo e quem quer concorrer com igualdade deve estar disposto a investir em crescimento”.

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