São Paulo, 26 de junho de 2026

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04/09/2011

Máquinas-ferramenta: queda de 40% em relação a 2008

(04/09/2011) – Na semana passada, a Abimaq apresentou o balanço do setor de máquinas e equipamentos referente ao período janeiro a julho de 2011. Um dos segmentos destacados pela entidade na coletiva de imprensa foi de máquinas-ferramenta.

Segundo a entidade, “pelo fato de ser um grande difusor de tecnologia na Indústria de Bens de Capital Mecânicos, cabe destacar o desempenho do setor de máquinas-ferramenta”. O balanço aponta que, apesar de ter crescido 4% em relação ao mesmo período de 2010, o faturamento do setor está 40,6% abaixo do registrado em 2008. Segundo a Abimaq, esse desempenho em grande parte se deve à importação de máquinas, parte delas a preços irrisórios. “Alguns tipos de tornos importados da China entram no Brasil com preço inferior a US$ 4 o kilo, quando o valor de referência mundial desse tipo de máquinas está em US$ 40 o kilo”, disse Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq.

A entidade, aliás, está atualizando o “Livro Azul”, levantamento realizado com cerca de 800 tipos de máquinas e equipamentos importados no período de janeiro de 2010 a junho de 2011. A versão anterior – entregue a vários ministros do atual governo – já era uma prova de que inúmeras máquinas estão entrando no Brasil com preços muitos inferiores ao praticado no mercado mundial.

Para a entidade, este é um dos motivos do forte crescimento do déficit comercial na balança do setor, que no período janeiro a julho chegou a US$ 10,2 bilhões (US$ 6,3 bilhões exportados, contra uma importação de US$ 16,5 bilhões).

No período janeiro a julho de 2011, o faturamento do setor (deflacionado) atingiu R$ 45, 8 bilhões, o que representa crescimento de 10,3% sobre o mesmo período de 2010 e queda de 2,6% em relação ao mesmo período de 2008. Os segmentos que registraram os melhores desempenhos foram os de máquinas agrícolas, com crescimento de 25,4%; hidráulica e pneumática, com 15,1%; e bombas e motobombas, com 11,7%. As contribuições negativas vieram dos setores de máquinas têxteis, com queda de 38,9% em relação a 2010; válvulas, -20,8% e máquinas para plástico, -1,7%.

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