(31/07/2011) – O mercado brasileiro de ferramentas de corte ganhou novo concorrente: a Hitachi Tool Engineering. Fundada no Japão há quase 60 anos, atuando no mercado europeu há cerca de 25 anos e nos EUA há mais de uma década, a empresa quer conquistar fatia do mercado nacional, a princípio no segmento de moldes e matrizes.
Há alguns anos, a empresa já havia tentado entrar no Brasil via representante, mas a tentativa não foi bem-sucedida. Com o interesse crescente do mundo sobre o mercado brasileiro, a empresa decidiu dois anos atrás fazer nova incursão no Brasil. Desta vez, diretamente. Para tanto, contratou Ivan Berni, ex-Dormer Tools, para gerenciar as atividades.
Contratado em junho de 2010, Berni passou por treinamentos no Japão e na Europa para conhecer a linha de produtos. Recentemente, contratou três distribuidores e deu início à primeira fase da instalação da empresa no Brasil, incluindo a realização de testes num reduzido grupo de clientes. “Até aqui o objetivo era o de conhecer o mercado, a concorrência, testar ferramentas”, conta o gerente de Vendas, que agora abriu processo de seleção de distribuidores em todas as regiões do País.
Embora a Hitachi tenha linha completa de ferramentas de corte, no Brasil – pelo menos a princípio – irá focar-se no setor de moldes e matrizes. “É um segmento onde a Hitachi é muito forte na Ásia, detendo fatia de cerca 25% do mercado japonês”, explica.
O portfólio de ferramentas voltadas ao setor de moldes e matrizes é bem amplo, contando com fresas desde 0,1 de diâmetro, ferramentas para usinar até 50xD e com capacidade para usinar materiais de até 70 Rockwell C de dureza. A linha é composta de ferramentas intercambiáveis e de metal duro inteiriço. “Nos testes que realizamos até aqui alcançamos alguns resultados surpreendentes, com ganhos de produtividade de até 80%”, afirma Berni.
Apesar de a marca ainda ser pouco conhecida por aqui, o gerente vê grande potencial para a linha da Hitachi no Brasil. “O mercado está em desenvolvimento, com as empresas investindo em novas máquinas, novos processos e muitos clientes que necessitam ter ganhos de produtividade, redução do custo de hora-máquina etc.”, lembra Berni. “Nossas perspectivas são muito positivas e temos uma meta ousada para os primeiros dois anos de atuação”.