(24/07/2011) – A Amada, do Japão, uma das principais fabricantes mundiais de máquinas para corte e conformação (faturamento anual em torno de US$ 3 bilhões), acaba de fechar acordo com sua representante no Brasil, o Grupo Megga, que envolverá o investimento de R$ 50 milhões. A empresa planeja instalar no Interior de São Paulo um centro tecnológico para promover o desenvolvimento da tecnologia de corte no País e para capacitar profissionais. Parte dos recursos será destinada ao financiamento de clientes.
Segundo Stefan Lee, presidente do Grupo Megga, a Amada enxerga grande potencial no Brasil. “A empresa avalia que o mercado brasileiro deve ter crescimento contínuo ao longo dos próximos 20 anos”, informa. “O fato de o Brasil ser a sede das Olimpíadas e da Copa do Mundo acelerou as negociações”. O Grupo Megga representa a Amada no Brasil desde 2006.
Lee explica que além de produzir as máquinas – de corte a laser, puncionadeiras, dobradeiras, viradeiras – a Amada também desenvolve e produz sistemas e equipamentos de automação de processos, além de softwares. “A empresa quer colocar todos estes recursos tecnológicos à disposição das indústrias brasileiras”, frisa.
Para tanto, o centro contara com um grupo de técnicos japoneses que irá se dedicar à capacitação e formação de mão-de-obra. E não só. “A empresa planeja estimular novos negócios de corte e dobra, financiando as máquinas, treinando pessoal, além de desenvolver e otimizar processos para esses clientes”, afirma Lee. O empresário diz não encontrar palavra mais adequada para definir os planos da Amada no Brasil do que incubadora. “É como se a Amada resolvesse patrocinar uma incubadora de novos negócios”.
Lee informa que esse modelo de negócio já foi implantado nos Estados Unidos, mas o projeto brasileiro será o grande teste. “A partir dos resultados obtidos no Brasil esse modelo de negócios será levado aos demais países que compõem os Brics”.
