(10/07/2011) – Uma política nada discreta de substituição de importações na área de sistemas automotivos está por trás das recentes medidas protecionistas do governo argentino. A intenção da Argentina é remontar o seu quase sucateado parque industrial a partir do fortalecimento da indústria automobilística.
No semestre passado, a Argentina divulgou uma nova lista com 200 produtos que precisam de licenças não-automáticas para entrar naquele país, elevando para 600 os produtos sob esta condição. Eles incluem de produtos eletrônicos a metalúrgicos, de moldes e matrizes a vidros e autopeças.
A medida teve como alvo explícito o Brasil, grande exportador de componentes automotivos para a Argentina, e que retaliou quase imediatamente o vizinho do sul, colocando sob licença não automática a liberação de guias de importação para veículos acabados, autopeças e pneus argentinos.
Houve entendimentos entre os dois países e o afrouxamento das medidas em ambos os lados da fronteira. Mas a grande pergunta é até quando.
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