
(01/05/2011) – A indústria de máquinas e equipamentos fechou o mês de março com resultado bastante positivo. O faturamento bruto foi de R$ 7,23 bilhões, valor 25,2% superior ao registrado no mês anterior. Em comparação com março de 2010, porém, o volume representou queda de 3,5%.
No primeiro trimestre o volume total faturado pelas empresas do setor, segundo dados divulgados pela Abimaq na semana passada, atingiu R$ 18,3 bilhões. Esse montante representa crescimento de 4,6% sobre o mesmo período do ano passado.
Os números positivos, porém, não diminuíram o tom das críticas do presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, à atual política econômica. Para o dirigente, a indústria de bens de capital mecânicos tem absorvido prejuízos que estão representados na balança comercial do setor. No primeiro trimestre, o total de máquinas exportadas foi de US$ 2,6 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 6,7 bilhões.
Esse desequilíbrio na balança comercial, segundo Aubert, é resultado da maior taxa de juros do mundo (recém-aumentada), da valorização do real, do Custo Brasil… “De 2004 até o primeiro trimestre de 2010, o déficit acumulado já é de US$ 49,3 bilhões”, afirma.
“A concorrência da indústria nacional em território global é uma batalha perdida”, disse Aubert. “O Estado deveria garantir condições iguais para a batalha da livre concorrência, com o equilíbrio dos juros de mercado ao de nossos concorrentes, financiamento em condições competitivas em custo, abertura e prazos de amortização, câmbio de equilíbrio para as contas externas a médio prazo, dentre outras ações impulsionariam o produto nacional a competir em pé de igualdade com outros concorrentes internacionais. Infelizmente não é o que ocorre”, disse.