(03/04/2011) – Durante a apresentação dos resultados da empresa em 2010, no mês passado, o presidente mundial da BMW, Norbert Reithofer, informou que a montadora está avaliando a possibilidade de montar uma fábrica na América do Sul. E o Brasil, o principal mercado da marca na região, pode ser o país escolhido para abrigar a nova unidade.
O crescimento do mercado brasileiro nos últimos anos e as perspectivas de crescimento nessa década, com Olimpíadas e Copa do Mundo, são os principais atrativos do País para a montadora alemã. Uma curiosidade é que o Brasil é o único dos Brics onde a empresa não fábrica automóveis. A BMW mantém unidades produtivas na Rússia, na Índia, na China (duas), além de uma unidade na África do Sul, em operação desde 1975.
Segundo o chefe de Operações da BMW, Frank-Peter Arndt, a avaliação está numa fase inicial e a montadora ainda não definiu se monta uma linha anexa à fábrica de motos que mantém em Manaus (AM), ou se construirá nova unidade em outra localidade. O que já está decidido, porém, é que os veículos serão montados em regime de CKD, com peças importadas. Conforme Arndt, a nova unidade poderia seguir o mesmo processo adotado na Índia, onde a empresa iniciou as operações com capacidade anual de 2 mil unidades, em dois turnos.
A notícia, na verdade, não chega a ser novidade para o mercado brasileiro. No final de 2010, o vice-presidente mundial de Vendas da BMW, Ian Robertson, esteve no País. Na ocasião, em entrevista à revista “IstoÉ Dinheiro”, Robertson se dizia impressionado com o crescimento das vendas de veículos Premium no País e admitia que tinha sinal verde da matriz para escolher um país na América do Sul para construção de uma linha de montagem. “O lugar ainda não está definido, mas será em um mercado consumidor em ascensão e de grande potencial de crescimento”, disse à revista.
Na América Latina e Caribe, a BMW comercializou 22 mil veículos em 2010, quase a metade deles no Brasil – onde as vendas da montadora cresceram 55% no ano passado.