São Paulo, 25 de junho de 2026

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03/04/2011

Importadores querem participar das decisões do GAC

(04/03/2011) – A Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais) divulgou nota na semana passada informando que pretende participar do grupo que vai elaborar a lista dos produtos importados que passarão a ter um controle maior da Receita Federal para entrar no Brasil. Esta lista deverá ser criada pelo Grupo de Aceleração da Competitividade (GAC) e entregue aos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento nas próximas semanas.

Por ser a representante oficial dos importadores de máquinas e equipamentos industriais, a Abimei entende que é a entidade mais indicada para, junto com as demais associações integrantes do GAC (Abimaq, Abinee, Abramat, Abit, entre outras), listar os bens de capital que não têm similar nacional ou insumos importantes para a indústria brasileira (condições para as quais, informa a Abimei, o ministro Guido Mantega teria alertado, pedindo o cuidado de não incluir na lista).

“A Abimei entende que os critérios que vão definir quais produtos passarão por fiscalização mais rigorosa devem ser muito claros, porque já existem mecanismos de controle atualmente”, afirma o presidente, Ennio Crispino. Segundo ele, a Receita Federal já pratica alguns critérios de valoração aduaneira, por exemplo, por peso com o custo correspondente. “Necessitamos saber quais serão esses novos critérios, para não prejudicar a própria indústria brasileira, que precisa da máquina importada para ser mais competitiva e continuar crescendo”., diz, informando que a entidade irá procurar o GAC e os dois ministérios envolvidos nesta questão, colocando-se à disposição “para colaborar no que for necessário”.

A reivindicação da Abimei encontra oposição dos fabricantes nacionais. Um representante da Abimaq teria declarado à coluna Mercado Aberto do jornal Folha de S. Paulo: “A Abimei não participa pois o foco é indústria nacional. Importadores não precisam estar no grupo que discute competitividade da indústria brasileira”.

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