(05/12/2010) – Hoje, 85% da energia consumida no mundo vem de fontes não-renováveis, como petróleo, gás-natural e carvão. No Brasil, o cenário é diferente. Cerca de 48% do total de energia ofertada é obtida de fontes renováveis, como biomassa, energia hidroelétrica e biocombustíveis. Essa posição coloca o país na liderança mundial do setor de agroenergia. Além disso, a extensão territorial e os recursos naturais brasileiros possibilitam ampliar a produção de insumos energéticos provenientes da biomassa.
“Os avanços na substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, servem de modelo e inspiração para outras nações”, destaca o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães, durante a inauguração da Embrapa Agroenergia em Brasília. Segundo Durães, com o Plano Nacional de Agroenergia lançado pelo Ministério da Agricultura em 2006, o país se organizou, definiu diretrizes de política pública para o negócio de agroenergia e impulsionou os esforços público-privados para a agenda de substituição do combustível fóssil e do desenvolvimento sustentável.
“A criação da Embrapa Agroenergia foi uma das ações desse plano”, observa, explicando que a unidade é responsável pela coordenação das ações institucionais e por um programa de desenvolvimento tecnológico, que aperfeiçoam as matérias-primas atuais e potenciais do país e a utilização da energia.
Nova sede – A nova sede Embrapa Agroenergia conta com modernos laboratórios e plantas-piloto preparados para a caracterização e a conversão de biomassa em energia, contando com facilidades para pesquisa básica e aplicada de processos industriais.
Em área de quase 10 mil m², a unidade tem quatro laboratórios temáticos: Biologia Energética, Processamento e Conversão de Biomassa, Tecnologias de Coprodutos e Gestão do Conhecimento, contando ainda com o suporte de uma Central de Análises Químicas e Instrumentais e de um complexo de plantas-piloto (para estudo de novas espécies).
Para Durães, estrategicamente, é fundamental que o Brasil amplie a aplicação de recursos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, visando a obter saltos de competitividade, incrementando o suprimento de energia proveniente de fontes renováveis e fortalecendo a liderança do País na produção de matérias-primas de interesse energético.