(28/11/2010) – Ennio Crispino, presidente da Abimei – Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas-Ferrramenta e Equipamentos Industriais afirma que o dólar fraco e a elevada carga tributária incidente sobre os investimentos em bens de capital – sejam eles fabricados no Brasil ou importados – estão prejudicando o setor.
“O real sobrevalorizado não é bom, porque tira a competitividade do produto nacional, deixando o empresário nacional muito dependente do mercado interno”, disse o dirigente. “Quando o mercado interno atinge a sua capacidade de consumo, a indústria não tem a alternativa de exportar, pois seus preços não são competitivos”.
Crispino defende o chamado “câmbio de equilíbrio”, com o dólar entre R$ 2 e R$ 2,20. “Se queremos ser exportadores de bens manufaturados e não somente de commodities, precisamos de uma paridade cambial mais competitiva internacionalmente”, avalia.
Quanto à carga tributária, o presidente da Abimei considera que todo e qualquer investimento em bens de capital deveria ser desonerado, pois estes irão reverter em maior arrecadação de impostos, geração de empregos… “Nós pleiteamos a total desoneração de impostos (ICMS, PIS, Cofins etc.) nos investimentos em bens de capital, tanto para máquinas nacionais quanto importadas (com ou sem similar nacional)”.
Crispino fez essas afirmações durante coletiva de imprensa realizada na semana passada em São Paulo, quando a entidade apresentou balanço do setor em 2010. Até o final do exercício, o setor movimentará cerca de US$ 2,2 bilhões, 42% acima do registrado em 2009. Apesar do desempenho positivo, o faturamento ficará abaixo da expectativa inicial da entidade, que era de recuperar pelo menos 75% do faturamento realizado em 2008, considerado o melhor ano para o setor desde a fundação da entidade, em 2003. “Em 2008, negociamos US$ 2,6 bilhões e esperávamos fechar 2010 com o giro de US$ 2,4 bilhões, mas só vamos alcançar esse patamar em 2011”.
Crispino fez essas afirmações durante coletiva de imprensa realizada na semana passada em São Paulo, quando a entidade apresentou balanço do setor em 2010. Até o final do exercício, o setor movimentará cerca de US$ 2,2 bilhões, 42% acima do registrado em 2009. Apesar do desempenho positivo, o faturamento ficará abaixo da expectativa inicial da entidade, que era de recuperar pelo menos 75% do faturamento realizado em 2008, considerado o melhor ano para o setor desde a fundação da entidade, em 2003. “Em 2008, negociamos US$ 2,6 bilhões e esperávamos fechar 2010 com o giro de US$ 2,4 bilhões, mas só vamos alcançar esse patamar em 2011”.
Segundo a entidade, o bom desempenho da indústria automobilística, responsável pelo consumo de cerca de 70% dos bens de capital importados, ajudou a puxar as vendas do setor, ainda que não o suficiente para ultrapassar as previsões iniciais. Agronegócio, petróleo e gás e a indústria de linha branca, outros segmentos importantes para os associados da Abimei, tiveram desempenho regular na composição de vendas. Já o segmento de transformação de plástico, que primeiro saiu da crise em 2008, manteve o ritmo de vendas em 2010. “O boom das máquinas para plástico foi em 2009. Este ano, o movimento está dentro da normalidade”, comentou Crispino.