(14/11/2010) – Santa Catarina pode estar ganhando sua segunda fábrica de automóveis. Depois da TAC, que produz o 4×4 Stark, o Estado pode ser a sede de uma nova montadora nacional de automóveis. Segundo notícia publicada pelo Diário Catarinense, “uma fábrica de carros de luxo começará a produzir em solo blumenauense a partir de 2011. A possibilidade, ventilada desde 2008, é tratada como certeza pelo diretor de negócios da Rossin-Bertin, Leandro Moser, após a apresentação do modelo Vorax, semana passada, no 26º Salão do Automóvel de São Paulo”.
Segundo o jornal, ao longo de três anos, serão investidos R$ 35 milhões na estruturação da montadora. “Por parte da empresa, já está definido. Nossa intenção é realmente ir para Blumenau, e agora só depende dos trâmites dentro da prefeitura”, teria dito Moser.
Os envolvidos na negociação acreditam que o anúncio oficial da instalação, com a assinatura de um termo de compromisso, ocorrerá no mês que vem. De acordo com o jornal, “tanto empresa quanto a prefeitura estão confiantes de que não há como retroceder no negócio”.
Os trâmites incluem pacote de benefícios municipais e estaduais prometido aos empresários, mas que ainda depende de acertos. A garantia de apoio do Estado é a entrada da estatal SC Parcerias como sócia da empresa, a partir deste ano. No lançamento do carro, em São Paulo, o prefeito João Paulo Kleinübing foi convidado a retirar o manto que cobria o modelo. “A aproximação com a empresa começou em 2007, 2008. O problema foi a crise econômica, que desacelerou o processo. Mas esta fase já foi superada”, disse Kleinübing ao Diário Catarinense.
Moser, que é catarinense, diz que a opção por Blumenau foi pela imagem da cidade no Brasil e no exterior. “Nosso produto é voltado para o público AAA. O conceito que as pessoas têm da cidade só vem para agregar ao nosso produto” acredita.
A previsão de entrega dos primeiros veículos é de 12 a 18 meses, com capacidade de produção de cinco unidades por mês. Quando a fábrica estiver com 100% de capacidade instalada, o que deve ocorrer entre dois anos e meio e três anos, a meta é fabricar um carro por dia.
Fonte: Diário Catarinense