São Paulo, 23 de junho de 2026

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26/09/2010

Consumo de inox retoma a nível anterior à crise

(26/09/2010) – O consumo de aço inox no Brasil deve fechar 2010 em 350 mil toneladas, bem próximo do patamar registrado em 2008, quando o país consumiu 360 mil toneladas. “O que é excelente, pois na Europa e Estados Unidos, o consumo ficará bem abaixo de 2008”, disse o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Núcleo Inox, Celso Barbosa,na abertura do 10º Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável, na semana passada, no Rio de Janeiro.

A previsão do Núcleo Inox é de que o Brasil experimentará um crescimento de consumo de aço inox da ordem de 12% ao ano até 2015, o que levará o consumo nacional a 550 mil toneladas/ano. Segundo avaliou Celso Barbosa, isso ampliará o consumo per capita, atualmente de 2 kg habitante/ano, para 2,5 kg per capita/ano.

“Esse número é muito baixo em relação aos países desenvolvidos. Na Itália, por exemplo, o consumo já ultrapassou 20 kg per capita/ano. A média mundial é de 10 a 12 kg”. Os fatores que impedem o aumento do consumo no Brasil não estão ligados à oferta do produto, mas ao estágio de desenvolvimento do país, disse Barbosa. “chr38Agrave; medida que melhoram as condições econômicas de um país, mais consumo você tem de bens e demanda de produtos de aço inoxidável, tanto no setor de alimentos, como em saúde, saneamento e, principalmente, transporte de massa. E o Brasil tem uma carência muito grande em transporte de massa e também na questão de processamento de alimentos”.

Barbosa informou que 90% do consumo de aço inox no país são de produtos planos (chapas), usados nos segmentos de eletrodomésticos e bens de consumo. Nessas áreas, o consumo interno não sentiu tanto os reflexos da crise internacional. Já nos produtos longos (barras e tubos), mais relacionados a aplicações industriais, a crise trouxe cancelamento de investimentos e queda da atividade. Outro setor consumidor de aço inoxidável, o sucroalcooleiro, também sofreu efeitos da crise. Já nos setores de energia (óleo e gás), ocorreu o contrário. “O segmento veio aquecido e crescendo. E a demanda não foi afetada. Pelo contrário. Até cresceu”, disse o vice-presidente do Núcleo Inox.

Fonte: Agência Brasil

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