São Paulo, 23 de junho de 2026

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18/07/2010

Setor de implementos rodoviários investirá R$ 700 mi

(18/07/2010) – O setor de implementos rodoviários – que reúne os fabricantes de reboques, semirreboques e carrocerias – fechou o primeiro semestre com crescimento de 52,91% sobre o mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro semestre de 2008, o resultado também é positivo em 20%.

Segundo Rafael Wolf Campos, presidente da Anfir – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, o setor que nos últimos anos investiu cerca de R$ 700 milhões se aproxima da capacidade total de produção – está hoje na faixa de 85 a 90% – e precisará de uma nova rodada de investimentos que ele estima em R$ 700 milhões nos próximos dois ou três anos.

Para o presidente da Anfir, com o desempenho nos primeiros meses do ano – a exemplo do que aconteceu no setor de caminhões – foi preciso revisar as projeções do setor em 2010. “Iniciamos 2010 com meta otimista de crescer entre 8 e 10%, mas o bom desempenho deste primeiro semestre, quando fechamos com 75.515 unidades emplacadas e crescimento de 52,91% sobre as 49.386 unidades do ano passado, nos fez reavaliar nossas projeções para cerca de 30%”.

Segundo dados da Anfir, o setor tem capacidade instalada de 170 mil implementos/ano e a expectativa é a de fechar 2010 com 160 mil unidades fabricadas: 55 mil na linha pesada (reboques e semirreboques) e 105 mil na linha leve (carroceria sobre chassis).

No primeiro semestre foram comercializadas no mercado interno 26.746 unidades da linha pesada, com crescimento de 38,56%, enquanto na linha leve o total de 48.769 emplacamentos, com crescimento de 57,59%.

O setor – que espera fechar 2010 com faturamento de R$ 6 bilhões – exportou 1.750 unidades de janeiro a maio de 2010, volume 71,07% superior aos do mesmo período de 2009. As exportações no ano passado somaram 3.163 unidades. A previsão para 2010 é de superar 5 mil unidades – volume ainda inferior ao obtido em 2008. “Na exportação, acreditamos que só em 2 ou 3 anos iremos voltar ao patamar de 2008”, disse Campos.

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