São Paulo, 22 de junho de 2026

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30/05/2010

Faturamento do setor de máquinas cai 27% em abril

(30/05/2010) – Após alcançar em março o melhor desempenho de sua história para um mês de março, o setor de máquinas e equipamentos registrou queda no faturamento de 27% em abril. “Já esperávamos uma queda, mas ela foi maior do que imaginávamos”, disse Luiz Aubert Neto, presidente reeleito da Abimaq.

Segundo Aubert, tradicionalmente o mês de março apresenta maior volume de negócios do que abril. Apesar de significativa, a queda não chega a preocupar, até porque se comparados os primeiros quadrimestres de 2009 e 2010 o atual apresenta alta de 15,7%. “Pelo que sentimos na Feira da Mecânica (e também no Agrishow) o volume de vendas e de consultas foram muito bons, o que representa que o setor segue em retomada”, acrescenta Aubert.

Outros dados positivos foram o aumento do número de empregados do setor (4,4%) e do nível de utilização da capacidade instalada (1,7%), de 80,16 para 81,55%. Os pedidos em carteira também registram evolução (22,1%), saltando de 18,10 para 22,10 semanas em média.

Para o dirigente motivo de preocupação é o aumento das importações e no déficit da balança comercial do setor. Para Aubert, “o déficit na balança comercial continua sendo uma das maiores ameaças não só sobre o setor de máquinas e equipamentos como também sobre o parque industrial brasileiro como um todo”.

“Enquanto as exportações registraram crescimento de 1,8% em relação ao ano passado as importações cresceram 4,2% no mesmo período”, diz. O déficit na balança comercial em 2010 já chega a US$ 4,1 bilhões, quase o mesmo montante registrado em todo o ano de 2007. Com crescimento de 51,2% no ano, a China é o principal alvo das preocupações do setor. “O país que em 2004 estava na 10ª. posição no ranking das origens das importações de máquinas e equipamentos saltou para o 3° lugar, tendo superado o Japão e prestes a superar a Alemanha”, observa.

Segundo Aubert, a entidade não tem poupado esforços junto ao governo para conter as importações, principalmente de máquinas usadas, que representam outra grande ameaça ao setor. “Com essa taxa de câmbio temos cada vez mais temos mais dificuldades para exportar nossos produtos, enquanto o Brasil está de braços abertos para a importação”.

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