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21/03/2010

Cummins Brasil estima crescimento de 10% ao ano até 2016

(21/03/2010) – Após amargar queda de 30% no volume de produção de motores (e de 26% no faturamento) em 2009, quando produziu 60 mil unidades, a Cummins Brasil estima que em 2010 atingirá 82 mil unidades, apenas 4 mil abaixo do recorde atingido em 2008. “Nossa estimativa é de uma recuperação do mercado de caminhões de 33% e de 50% no segmento fora-de-estrada (máquinas agrícolas, rodoviárias, de mineração etc.)”, disse Luis Afonso Pasquotto, diretor-geral da Unidade de Negócios de Motores da Cummins América Latina.

Com a redução do volume de negócios no ano passado, a empresa fechou o terceiro turno de trabalho e reduziu seu quadro de funcionários em 9% – de 1.634 postos para 1.444. Neste início de ano, com a reação dos mercados brasileiro e latinoamericano, a empresa já contratou 173 trabalhadores. “Com a retomada do terceiro turno no final deste mês, abriremos novos postos de trabalho”, informou o diretor. “Esperamos crescimento de no mínimo 10% ao ano até 2016”.

Segundo Pasquotto, a Cummins Brasil está preparada para atender a demanda dos próximos dois anos. No ano passado, a empresa conclui programa de investimentos de US$ 120 milhões iniciado em 2004. “Talvez em 2012 haja necessidade de um novo ciclo de investimentos”, disse, acrescentando que em 2010 está previsto o investimento de US$ 20 milhões, em especial nas áreas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias (Euro5, Euro6), qualidade, capacidade produtiva, processos de fabricação e pós vendas.

POWER GENERATION – Já a unidade Cummins Power Generation conseguiu crescer em 2009, registrando faturamento de U$ 100 milhões, 12% acima do apurado em 2008. As vendas para o mercado interno somaram U$ 86,5 milhões e as exportações chegaram a U$ 13,5 milhões.

Fausto Ferrari, diretor da Divisão Cummins Power Generation para Brasil e Cone Sul, explica: chr38quot;a crise mundial não atingiu o Brasil da mesma maneira que atingiu em outros países”. Segundo Ferrari, “o mercado de geração de energia tem demanda inercial”. Assim, o primeiro semestre do ano passado teve ainda um movimento forte, devido aos contratos negociados em 2008. E, no segundo semestre, a retomada já havia iniciado.

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