São Paulo, 21 de junho de 2026

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07/02/2010

Indústria de máquinas e equipamentos quer crescer 18% em 2010

(07/02/2010) – A indústria de máquinas e equipamentos estima crescimento de 15% a 18% em 2010. A previsão foi anunciada na semana passada pelo presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, quando a entidade apresentou um balanço de 2009. Aubert frisou tratar-se de “uma previsão realista”.

A observação de Aubert se explica pelo fato de esse índice não representar ainda a recuperação das perdas do setor no ano passado, quando o faturamento caiu 17,8% – ou 20% em termos reais, em valores deflacionados. A estimativa leva em consideração também a interrupção do PSI – Programa de Sustentação do Investimento – em junho de 2010. “Esse programa é fundamental para o setor e nós iremos trabalhar junto ao governo para perpetuá-lo, pelo menos no que se refere ao prazo de financiamento de bens de capital de até 10 anos”, explica.

Considerando o desempenho do setor em dezembro, a previsão poderia ser mais otimista. Em dezembro, o montante faturado atingiu R$ 6,26 bilhões, crescimento de 7,3% em relação a novembro de 2009 e 0,6% acima de dezembro de 2008. Aubert reforça nesse resultado o papel do PSI, ao permitir o financiamento de bens de capital a custos internacionais (taxa de 4,5% a.a.). “Não fosse o PSI e a desoneração do IPI, que felizmente conseguimos prorrogar até junho de 2010, a queda teria sido pior”, explicou. “Assim, terminamos 2009 de uma maneira muito melhor do que começamos, na medida em que a queda acumulada em janeiro de 27% chegou em dezembro a 17,9%”.

BALANchr38Ccedil;A COMERCIAL – Em 2009, a balança comercial do setor fabricante de bens de capital mecânicos apresentou déficit de 22,8% em relação ao resultado apurado em 2008, passando de US$ 9,1 bilhões para US$ 11,1 bilhões. Durante o ano, a queda acumulada nas importações de máquinas e equipamentos foi de 14,3%.

Nas exportações, a queda chegou a 40,5%, “em razão do forte impacto da retração no mercado mundial combinado com a valorização do Real”. O setor exportou US$ 7,6 bilhões em máquinas e equipamentos contra os US$ 12,8 bilhões de 2008. Do volume total exportado no ano passado, 17,9% foram para os Estados Unidos, 12,0% para a Argentina, 6,4% para a Holanda, 5,9% para a Venezuela e 5,6% para o México.

Em 2009, o consumo aparente (produção + importação – exportação) caiu 10,8%, ou seja, menos do que o faturamento interno, isto indica perda de competitividade dos equipamentos nacionais.

Segundo a Abimaq, “é importante observar que a recessão mundial, apesar do menor impacto no Brasil, fez a indústria de máquinas e equipamentos voltar, na média, ao faturamento de 2007, perder mais de 15.000 empregos, além dos reflexos negativos na saúde das empresas, principalmente nos subsetores mais afetados”.

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