São Paulo, 21 de junho de 2026

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20/12/2009

Governo estende programa de financiamento de máquinas

(20/12/2009) – O governo federal, através do BNDES, resolveu prorrogar o prazo de vigência do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) até 30 de junho de 2010. Para tanto, o BNDES vai receber novo empréstimo do Tesouro Nacional, no valor de R$ 80 bilhões. Assim, as condições financeiras oferecidas pelo PSI para aquisição de máquinas e equipamentos, ônibus e caminhões e nas linhas de inovação do BNDES ficarão inalteradas.

Permanecem então em 4,5% ao ano a taxa para aquisição de máquinas e equipamentos nacionais e também a do Procaminhoneiro, voltado para aquisição de veículos por caminhoneiros autônomos. (Para compra de ônibus e caminhões no âmbito da Finame, os juros permanecem em 7% ao ano). O prazo de pagamento é de até 10 anos com 2 anos de carência.

Segundo o governo, “a medida permitirá ao BNDES atender à demanda projetada de desembolsos do próximo ano, de cerca de R$ 126 bilhões, contribuindo, dessa forma, para a retomada do crescimento sustentado do País”. No início de 2009, o banco havia recebido empréstimo de R$ 100 bilhões, também de recursos do Tesouro.

O PSI foi criado pelo BNDES em junho deste ano para combater os efeitos da crise financeira internacional, estimulando a antecipação de investimentos por parte das empresas. O Programa se encerraria em 31 de dezembro próximo.

EXIM AUTOMÁTICO – Outra medida anunciada pelo BNDES “para impulsionar e aumentar a competitividade das exportações brasileiras” é o Exim Automático, uma nova modalidade de financiamento. O objetivo é oferecer crédito em condições competitivas, seguras e ágeis para a comercialização externa de bens e serviços nacionais, na fase pós-embarque, em prazos de até cinco anos, por meio da abertura de linhas de crédito para bancos no exterior, principalmente nos mercados da América Latina.

Com o novo instrumento, o BNDES poderá financiar os exportadores brasileiros via uma rede de bancos credenciados fora do Brasil, de forma similar a que opera com os seus agentes financeiros no país. Os bancos no exterior serão originadores das operações e os recursos serão desembolsados pelo BNDES, em reais, no Brasil, diretamente para os exportadores brasileiros.

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