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08/02/2009

Balanços de empresas globais dão a dimensão da crise

(08/02/2009) – Nos últimos dias, empresas globais do setor de ferramentas de corte – como Kennametal, Sandvik e Seco Tools – apresentaram seus balanços. Os números revelam perdas no volume de negócios, mas não são tão assustadores como se chegou a prever. Além dos ajustes já feitos na produção, visando a redução de custos, as empresas deixam claro que – caso o quadro atual se deteriore – novos ajustes venham a ser necessários.

“A Kennametal tem feito sólidos progressos na execução de estratégias para equilibrar nossos negócios. Porém, não estamos imunes à rápida e significativa queda global na produção industrial global que vem ocorrendo ao longo dos últimos meses”, informou o presidente e CEO Kennametal Carlos Cardoso. O balanço da empresa revela perda de 12% nas vendas no quarto trimestre de 2008 (2º trimestre do ano fiscal da empresa), em comparação com o mesmo trimestre de 2007. Na comparação entre julho/dezembro de 2008, com o mesmo período do ano anterior, a redução é apenas 3%. O volume de vendas no semestre passado atingiu US$ 1,2 bilhão.

Segundo Cardoso, o grupo continua tomando medidas para reduzir custos, ajustando a empresa às atuais condições econômicas. “Esperamos emergir desse período como uma empresa ainda mais forte, quando a atividade industrial voltar a crescer”, acrescentou.

“O declínio econômico mundial ocorrido no quarto trimestre de 2008 foi um dos mais dramáticos já vividos pela Sandvik. O abrandamento afetou todas as Áreas de Negócios e a maior parte dos mercados”, disse Lars Petersson, presidente e CEO do Grupo Sandvik. No quarto trimestre de 2008, o grupo Sandvik registrou queda de 1% (se excluídos os efeitos de alterações na taxa cambial), em comparação ao mesmo período do ano anterior. A queda na entrada de pedidos foi de 12% (ou 18% excluindo-se os efeitos cambiais). Na Área de Negócios Sandvik Tooling, a queda nas vendas foi de 12% no quarto trimestre comparado a igual período de 2007. No ano, o volume de pedidos cresceu 1% e as vendas cresceram 5% – descontados os efeitos cambiais.

Kay Warn, presidente e CEO da Seco Tools, analisa que “o vigoroso crescimento das receitas visto nos primeiros três trimestres de 2008 teve um turno negativo no último trimestre. A situação se agravou rapidamente em quase todos os mercados de atuação da Seco Tools”. O balanço da empresa revela alta de 3% no quarto trimestre (se descontado o efeito cambial, a queda é de 7%). Em todo o ano de 2008, a receita da empresa cresceu 6%, em moeda fixa.

Warn considera que a estratégia de maior proximidade com os clientes, com abordagem orientada à inovação, tem sido bem-sucedida, levando a empresa a ganhar participação de mercado. Porém, “diante do quadro atual, é possível que recursos adicionais de ajuste de custos sejam necessários no futuro”, disse.

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