(23/11/2008) – De acordo com o presidente da Abmaco, Gilmar Lima, a utilização dos compósitos é cada vez mais forte no Brasil e no mundo pelos benefícios e vantagens que proporciona, como a melhor resistência, flexibilidade de design e projeto, durabilidade e custo competitivo.
Segundo a entidade, essa afirmação foi confirmada em várias palestras realizadas durante o 1º Seminário Internacional Abmaco sobre Compósitos, realizou no início de novembro, em São Paulo, que abordou as novas tecnologias para a fabricação de peças em compósitos e as tendências da utilização no mercado mundial. “Os compósitos são o futuro das principais indústrias em todo o mundo, como a automobilística, de construção civil e até de energia”, diz o texto que apresenta as idéias apresentadas no evento. No caso da indústria automotiva, informa-se que com a velocidade cada vez maior para o desenvolvimento e o lançamento de novos veículos – cerca de 18 meses – e a incessante busca pela redução de custos e de peso, os compósitos são a alternativa.
Com a ampliação de sua aplicação, o mercado de compósitos prevê crescer 17% em 2008, com volume de quase 200 mil de toneladas, destinadas em grande parte ao segmento de transporte (caminhões, ônibus, naval, implementos agrícolas e rodoviários), que consome quase 80% da produção. Apesar do cenário ainda incerto para 2009, em função da crise financeira mundial, a previsão de crescimento do mercado de compósitos no Brasil é de 8%. Este crescimento estará principalmente concentrado nos setores de Construção civil, Transporte e Energia Eólica.
RECICLAGEM – No evento também foi apresentado o Programa Nacional de Reciclagem de Compósitos, criado em parceria pela Abmaco, IPT e 15 empresas privadas. “Por ano são 13 mil toneladas de compósitos que vão para aterros sanitários de todo o país e que poderiam ser reutilizadas, colaborando para a preservação ambiental e para a redução de custos, pois representam R$ 90 milhões em matéria-prima jogados fora”, comenta Lima.