(03/08/2008) – O aquecimento dos segmentos agrícola e sucroalcooleiro, construção civil e mineração influiu de forma positiva no crescimento das vendas de implementos rodoviários no primeiro semestre de 2008, obrigando os empresários da área a revisar suas metas. Agora, a projeção é de crescimento acima de 15% para o exercício de 2008.
Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), recorda que a entidade iniciou 2008 com estimativa tímida para o exercício, já que em 2007 havia registrado forte crescimento (+37,3%), recorde histórico do setor. “No decorrer dos primeiros meses do ano, o mercado se manteve aquecido e fechamos o primeiro semestre com resultados superiores ao previsto”.
MERCADO INTERNO – O mercado interno de reboques e semi-reboques no primeiro semestre de 2008 absorveu, por exemplo, 27.398 unidades, ou 39,94% a mais que os 19.579 implementos comercializados no mesmo período de 2007. As vendas de carroçarias sobre chassis também surpreenderam e fecharam o semestre com 31.939 unidades emplacadas, registrando desempenho 36,41% maior que as 23.414 unidades vendidas no mesmo período do ano passado.
Para o presidente da Anfir, o excelente desempenho do setor de implementos rodoviários no primeiro semestre de 2008, nada mais é do que o reflexo da boa fase dos mercados de agronegócio, sucroalcooleiro, construção civil e movimentação de carga geral, cuja demanda continua muito aquecida e exigindo respostas imediatas dos seus fornecedores. “Caminhamos para mais uma safra recorde”, afirma.
De acordo com estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) o Brasil vai produzir 142,4 milhões de toneladas de grãos, 8,1% superior à colheita passada, de 131,8 milhões de toneladas e segue como o maior da história do País. “Mais de 62% das cargas circulam pelas estradas brasileiras, ou seja, são transportadas por equipamentos fabricados pelo nosso setor”, diz Campos.
No entender de Mário Rinaldi, diretor-executivo da entidade, os setores de agronegócio e os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão importantíssimos para se atingir a meta traçada para 2008. Rinaldi vê com mais tranqüilidade a situação produtiva do setor de implementos, que aumentou em média 30% sua capacidade de produção e algumas empresas dobraram a oferta. “No segundo semestre de 2007, a indústria trabalhou no pico. Este ano, no entanto, nossa indústria está em situação de total segurança com relação à entrega”, garante Mário Rinaldi.
EXPORTAchr38Ccedil;ÕES – As vendas externas encerraram os cinco primeiros meses do ano (janeiro a maio de 2008) com volumes 26,48% maiores do que os registrados em igual período de 2007. Foram exportadas 2.813 unidades, contra 2.224 no ano passado. Para a Anfir, no entanto, as exportações de reboques e semi-reboques em 2008 deverão crescer no máximo 3% a 4%.