(13/07/2008) – Criado em 2002 para apoiar a indústria de manufatura na Bahia, o Senai-Cimatec está em processo de ampliação. A segunda unidade (Cimatec II), inaugurada oficialmente em outubro passado, está prestes a entrar em operação e até o final de 2009 devem ser construídas duas outras unidades.
Quando as novas unidades estiverem concluídas, o Cimatec vai somar quase 30 mil m² de área construída, cinco vezes mais que quando entrou em operação. Resultado de parceria entre os governos estadual e federal, Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia) e Sesi, na qual já foram investidos mais de R$ 30 milhões, a entidade atua em 7 áreas do conhecimento: fabricação; usinagem; soldagem; qualidade, gestão da produção e logística; automação; desenvolvimento de produtos e certificação de pessoas. Com a entrada em operação do Cimatec II, três novas áreas serão acrescidas: microeletrônica e eletrônica embarcada; usinagem de precisão e desenvolvimento de produtos automotivos.
Com 240 profissionais, o Senai-Cimatec dá suporte a essas áreas atuando em três frentes: educação e formação profissional; prestação de serviços tecnológicos e desenvolvimento de produtos. O portfólio de cursos abrange desde os básicos e de curta duração, até cursos de graduação e mestrado profissional.
“Até o final de 2008 terão passado pelos nossos cursos mais de 50 mil pessoas”, comenta Luiz Brêda, gerente do Senai-Cimatec. Um dos mais bem-sucedidos entre esses cursos é o de formação de ferramenteiros, que já está em sua quarta turma e registra 100% empregabilidade. As contratantes são empresas instaladas no Estado, como Ford, MPB, Bosch e Britânia. Outros sucessos são os cursos de mecatrônica e de soldagem, também de alta empregabilidade. São em geral cursos com grade curricular definida em conjunto com os parceiros da indústria local.
Na área de serviços tecnológicos, o Senai-Cimatec atua em várias áreas, com destaque para os serviços de metrologia. Quatro laboratórios da entidade já foram credenciados pelo Inmetro e vários outros estão em processo. Parte dos serviços também é realizada durante o próprio processo de formação de alunos, como é o caso dos moldes e o curso de ferramentaria. O Senai-Cimatec produz cerca de 10 moldes/ano.
A a´rea de desenvolvimento de produtos também é bastante ativa. Breda cita como exemplo o aparelho de videoendoscopoia, projetado para a Endovil, de Pernambuco. O Cimatec e a Endovil ganharam o Prêmio Finep de Tecnologia pelo desenvolvimento do videoendoscópio. O Cimatec foi responsável por todo o projeto mecânico. “Com o início das atividades da nossa área de microeletrônica vamos também poder desenvolver o projeto eletrônico e com o laboratório de usinagem de precisão vamos poder produzir as micropeças”, informa Brêda.