(06/07/2008) – Na semana passada a Abimaq reuniu a imprensa para divulgar o balanço do setor de máquinas e equipamentos nos cinco primeiros meses de 2008. Segundo os dados apurados pela entidade, já se nota sinais de diminuição do ritmo de crescimento.
De acordo com a entidade, entre os sinais que evidenciam esta “diminuição do ritmo” estão, por exemplo, o faturamento mensal que, em maio, se estabilizou em R$ 6,3 bilhões, o mesmo registrado em abril e a taxa acumulada anual do faturamento que vem registrando quedas constantes, que era de 29% nos período janeiro a março e janeiro a abril e caiu agora para 26% (janeiro-maio).
Para Luís Aubert Neto, presidente da Abimaq, os dos apurados pela entidade demonstram que ainda haverá crescimento real em 2008 de 10 a 12%, “porque a base de comparação era ruim, principalmente pelos primeiros meses de 2007. A continuar no ritmo atual, porém, é que provável que o crescimento em 2009 fique próximo de 0%”.
Para o dirigente, a questão se reveste ainda de maior gravidade quando se sabe que, devido à queda do dólar e aumento das taxas de juros, às empresas do setor estão abrindo mão da rentabilidade. “O preço do aço subiu 40% e não temos como repassar esse custo, devido à concorrência das importações que se beneficiam do menor valor do dólar e temos de absorvê-lo”, explica.