(08/06/2008) – Na semana passada, a direção da GM reuniu-se com representantes dos trabalhadores da unidade de São José dos Campos. O objetivo era solucionar o impasse criado com o Sindicato dos Metalúrgicos local. A GM pretende investir US$ 500 milhões na fábrica de São José e criar um segundo turno de produção na linha do Corsa.
O projeto, no entanto, está condicionado à aceitação da criação do banco de horas e de nova grade salarial. O Sindicato se recusa a aceitar a proposta. Além do Corsa, em São José – segunda fábrica da GM no Brasil, inaugurada em 1959 – são produzidos a S-10, Blazer, Meriva e Zafira. Existe o risco de a GM não atualizar as linhas desses modelos, que já estão próximos do encerramento de seus ciclos de mercado. O novo veículo, que deve ser lançado em 2011, garantiria os atuais 9 mil empregos da unidade. Com isso, prefeito, vereadores, OAB e até a Diocese local entraram na negociação com os trabalhadores.
A GM deu prazo até o próximo dia 19 para uma definição. Caso contrário, promete já no dia seguinte procurar novo local para instalar a fábrica. A filial brasileira diz estar sendo pressionada pela matriz para definir com urgência a colocação do novo produto que será fabricado na Tailândia e no Brasil.
Em entrevista à Gazeta Mercantil, José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM, não descartou transferir a linha de montagem do Corsa para outra unidade caso o impasse permaneça. “Não queremos trabalhar com essa hipótese, mas está dentro do escopo. Hoje o consumidor indica uma preferência enorme a esse veículo e temos a possibilidade de fabricá-lo em outras unidades, todavia aqui em São José seria extremamente conveniente. Mas é claro que não é único lugar para isto”, disse.
Também em entrevista à Gazeta Mercantil, o prefeito de São José, Eduardo Cury, disse: “Esse novo produto é uma garantia de termos essa fábrica em funcionamento por muitos anos. A comissão vai convidar o sindicato e os funcionários para conversar. Temos um longo trabalho por esses próximos dias”.