(18/05/2008) – A indústria de máquinas e equipamentos fechou o primeiro trimestre de 2008 com crescimento de 29,6%., na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já na comparação com o quarto trimestre de 2007, o aumento é bem menor, de 5%.
Esses números foram divulgados por Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq, na abertura da Feira da Mecânica 2008, na semana passada, em São Paulo. Conforme Aubert, embora aparente forte incremento, esse desempenho se deu sobre uma base fraca (1º trimestre de 2007).
Importações
Para Aubert, o forte aumento das importações está ligado ao aquecimento do mercado brasileiro, mas em grande parte pode ser creditado à política cambial, como demonstram o crescimento de 95% das importações da China. “A China já é o 3º maior exportador de máquinas e equipamentos para o Brasil. Já superou o Japão e já se aproxima da Alemanha”, observou. Diferente das importações dos países europeus, EUA e Japão, as máquinas vindas da China se caracterizam pelo menor valor agregado em tecnologia e que, portanto, poderiam estar sendo supridas pela indústria nacional.
Ao mesmo tempo, as exportações do setor cresceram apenas 5,1% sobre o primeiro trimestre de 2007, atingindo US$ 2,6 bilhões, apesar da queda de 15% nas exportações para os EUA, ainda o maior importador do setor. Segundo Aubert, o aumento do comércio com os países latino-americanos vem suprindo a lacuna deixada pelos compradores norte-americanos. As vendas para a Argentina cresceram 38%. Para o Chile, cresceram 21%. “Dos 10 principais países importadores de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil, hoje, oito já são países latino-americanos”, disse.
– No que diz respeito às importações, o dirigente demonstrou preocupação com o crescimento de 44,6% registrado no período. “Em 2007, o déficit do balanço comercial do setor chegou a US$ 4,5 bilhões. Se mantido o ritmo atual, vamos chegar ao final de 2008 com déficit de US$ 10 a 12 bilhões”, alertou.