(22/08/2021) – Um estudo da estatal brasileira Pré-Sal Petróleo (PPSA) prevê que deverão ser investidos nada menos do que US$ 82,4 bilhões em campos do pré-sal até 2030. De acordo com a empresa, os recursos serão injetados nos contratos de volume excedentes da cessão onerosa dos campos de Búzios, Itapu, Sépia e Atapu.
O estudo foi apresentado pelo presidente da PPSA, Eduardo Gerk, em Houston, nos Estados Unidos, durante café da manhã promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Texas (Bratecc), paralelamente à Offshore Technology Conference (OTC) 2021, que foi realizada na semana passada naquela cidade americana.
Segundo Gerk, do total previsto para os volumes excedentes nos quatro campos, a maior parte dos investimentos será destinada a poços (44%). Já os equipamentos subsea responderão por 30% dos recursos. Finalmente, os FPSOs corresponderão a 26%.
O executivo lembrou que os volumes excedentes de Búzios e Itapu já foram vendidos pelo governo em 2019. No próximo mês de dezembro, serão leiloadas as reservas adicionais de Sépia e Atapu, duas áreas que não foram arrematadas no primeiro certame da cessão onerosa.
“Mas, se levarmos em conta todos os 19 contratos de partilha do país, os investimentos poderão chegar a US$ 164 bilhões até 2030”, observou o executivo.
O levantamento da PPSA também mostrou quais as perspectivas de produção dos campos da cessão onerosa.
O estudo estima que os volumes excedentes de Búzios, Itapu, Sépia e Atapu corresponderão a 56% da produção em regime de partilha até 2030, totalizando 4 bilhões de barris de petróleo ao longo da década. Considerando todos os 19 contratos de partilha, a previsão de produção é de 7 bilhões de barris até 2030.
Petrobras – No mesmo evento, nos Estaods Unidos, a Petrobras também apresentou novidades. Durante apresentação na OTC, o diretor de Transformação Digital e Inovação da companhia, Nicolás Simone, anunciou que até 2025 a Petrobras deverá investir US$ 1,5 bilhão no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas.
“Essas soluções irão beneficiar não só a nossa companhia, mas a indústria de gás e energia como um todo, gerando demanda para o mercado fornecedor e retorno para a sociedade”, afirmou o executivo.