
(21/03/2021) – Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), “Retratos da sociedade brasileira: indústria brasileira na visão da população”, revela que nove em cada dez brasileiros concordam totalmente ou em parte que ter uma indústria forte deve ser prioridade para o país.
Além disso, para 84% dos entrevistados, ter uma indústria fraca é ruim para a população. A percepção de 97% é de que, para a economia do Brasil crescer, é necessário que a indústria também cresça. Um contingente de 94% concorda totalmente ou em parte que o país precisa investir mais no setor.
A pesquisa foi realizada entre 5 e 8 de dezembro de 2020 e ouviu 2.002 pessoas. “O resultado reflete o sentimento da população de que não existe país forte sem indústria forte”, analisa Robson Braga de Andrade, presidente da CNI. “E de que esta indústria também precisa ser cada vez mais dinâmica e competitiva”.
Outro dado da pesquisa é de que 98% acreditam que a indústria é importante ou muito importante para a criação de empregos, enquanto para 95% ela é fundamental para a melhoria do padrão de vida. Para 93% dos entrevistados, a indústria também é essencial para o surgimento de inovações.
A indústria ganha da agropecuária como o setor mais importante para o crescimento econômico do Brasil. A indústria foi escolhida como o setor mais importante por 24% dos brasileiros e a agricultura, por 22%.
“A população percebe que o poder de alavancagem da indústria é maior: cada R$ 1 produzido resulta em um aumento de R$ 2,40 no PIB. No agro, o resultado é R$ 1,66”, diz Andrade. “E sabe que a indústria paga os melhores salários, 31% a mais que a média se o trabalhador tem superior completo”.
Segundo a pesquisa, aliás, trabalhar na indústria também está se tornando mais atrativo para os brasileiros: 80% encorajariam os filhos a trabalhar no setor. É um índice 6 pontos superior às respostas da pesquisa anterior, feita em 2014, quando 74% responderam positivamente à pergunta.
As razões transcendem os salários. Para 60% da população, os empregos na indústria são mais gratificantes, enquanto para 52% os trabalhadores da indústria são mais qualificados.
