(08/11/2020) – Dados do IBGE divulgados na última semana mostram que a produção industrial cresceu 2,6% em setembro em relação a agosto. Com isso, a atividade da indústria nacional supera em 0,2% o patamar de fevereiro, quando a pandemia ainda não havia afetado a produção.
Nos meses anteriores, as altas foram de 8,7 em maio, 9,6% em junho, 8,6% em julho e de 3,6% em agosto. Juntos, os cinco meses de crescimento eliminam a perda de 27,1% acumulada entre março e abril, quando o país passou por medidas restritivas de distanciamento social.
“Sem dúvida, essa melhora nos índices reflete a situação geral do mercado. A indústria retornou ao patamar de fevereiro”, comenta Paulo Castelo Branco, presidente executivo da Abimei – Associação Brasileira de Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais.
De acordo com o IBGE, a principal influência foi o setor automotivo (manufatura de veículos automotores, reboques e carrocerias) que registrou expansão de 14,1% em setembro, impulsionado pela continuidade do retorno à produção. O setor acumulou expansão de 1.042,6% em cinco meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda assim se encontra 12,8% abaixo do patamar de fevereiro último.
Em relação ao mês de setembro do ano passado, a indústria cresceu 3,4%. No acumulado do ano (janeiro – setembro) houve retração de 7,2%. No setor de bens de capital, a produção foi 7% do que em agosto. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é de 2%. No acumulado do ano, outra queda, 17,9%. A área de máquinas e equipamentos também produziu mais, 12,6%.
Outros mercados em crescimento são: metalurgia (3,5%), de produtos de minerais não-metálicos (4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,9%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,0%) e de produtos de borracha e de material plástico (3,2%).