
(23/08/2020) – Divulgado trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o último Panorama da Pequena Indústria mostra uma expressiva evolução dos indicadores no segundo trimestre deste ano.
As pequenas indústrias passaram a acreditar, em boa parte, que a situação vai melhorar. Com uma alta de 6,6 pontos, o Índice de Perspectiva chegou a 46,1 pontos e ultrapassou em 0,8 ponto a média histórica.
Mas as perdas geradas pela pandemia do novo coronavírus ainda não foram superadas. O estudo da CNI também revela que os indicadores de desempenho, situação financeira e confiança cresceram, mas estão abaixo da média histórica e dos patamares registrados no início do ano.
O Índice de Desempenho da Pequena Indústria registrou, por exemplo, alta de 7,5 pontos, para 41,3 pontos. É a segunda alta consecutiva desde o tombo registrado em abril, quando o indicador ficou em 27,1 pontos. Mas ficou abaixo da média histórica de 42,8 pontos.
O Índice de Situação Financeira, também em alta, segue, igualmente, comprometido. Mesmo com o aumento de 1,2 ponto em relação ao primeiro trimestre, o valor de 33,2 ainda é 3,2 pontos menor que o registrado no segundo trimestre de 2019 e está 3,9 pontos abaixo da média histórica.
Mas, apesar das condições atuais adversas, a confiança dos empresários vem se recuperando. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das pequenas indústrias registrou aumento em junho (+7,2 pontos) e julho (+ 6,8 pontos), após o tombo histórico de abril (-25,2 pontos) e estabilidade em maio (+0,2 ponto).
O indicador ainda permanece, contudo, abaixo dos 50 pontos, o que significa que o viés é de falta de confiança, embora em menor intensidade. Os principais problemas apontados continuam sendo a elevada carga tributária, a queda da demanda interna e externa e a interrupção das cadeias logísticas.
“Os dados revelam que ainda há um longo caminho para superarmos o desafio imposto às empresas pela pandemia”, comenta o gerente executivo de Política Industrial da CNI, João Emilio Gonçalves. “O panorama reforça principalmente a importância da reforma tributária, em discussão no Congresso Nacional, para a gradual retomada da atividade econômica”.