(23/08/2020) – Diante de uma crise sem precedentes que já levou mais de 520 mil empresas a fechar as portas, segundo o IBGE, muitos empresários estão buscando crédito para dar sobrevida aos seus negócios. Para atender essa demanda, a CNI – Confederação Nacional da Indústria criou um novo canal para ajudar o empresariado a encontrar a linha de financiamento ideal para atender às suas necessidades.
O NAC – Núcleo de Acesso ao Crédito é um trabalho desenvolvido em conjunto com as federações das indústrias de 22 estados, que disponibilizam profissionais especializados para ajudar o setor produtivo a se relacionar com as instituições financeiras. O empresário, ao preencher um formulário disponível no novo site, visualiza imediatamente uma lista de linhas de créditos que atendem ao seu perfil.
Todas as informações são direcionadas para a federação da indústria do estado onde a empresa está localizada. Um profissional ajudará na preparação da documentação e nas eventuais dúvidas sobre taxas de juros, prazos de carência e garantias. “O acesso ao crédito é um fator crítico para as empresas na superação da crise. Acreditamos que, com a orientação adequada, as empresas terão mais sucesso e o novo site vem na hora certa para facilitar e agilizar o acesso das empresas aos serviços que já são prestados pela CNI e Federações por meio do NAC”, afirma João Emilio Gonçalves, gerente executivo de Política Industrial da CNI.
Além das linhas de crédito, o site oferece informações sobre investimentos em inovação e equipamentos. Todos os programas lançados pelo Governo Federal durante a pandemia estão contemplados no canal.
Crédito para micro e pequenas empresas – Já o Programa Crédito Cadeias Produtivas é promovido pelo Sebrae em parceria com o Governo Federal (via Ministério da Economia) e tem o objetivo de criar linhas de crédito facilitadas para micro e pequenos negócios impactados pela pandemia.
A iniciativa é mantida com recursos do BNDES, que já recebeu 17 pedidos de financiamento (R$ 1,6 bilhão) de grandes empresas, chamadas de âncoras. Essas empresas deverão repassar esses recursos para empresas menores, as ancoradas, que compõem a sua cadeia produtiva: micro e pequenas empresas fornecedoras, prestadoras de serviços e clientes franqueados ou PJ.
Inicialmente, as empresas âncoras podem solicitar crédito — R$ 10 milhões e R$ 200 milhões — até 30 de setembro. Para essas empresas, a linha evita a perda de fornecedores e distribuidores. Já as empresas menores conseguem, por meio das âncoras, financiamentos com menores taxas de juros. Do valor total financiado, a empresa âncora poderá utilizar até 5% para seu próprio capital de giro.
De acordo com o gerente de Competitividade do Sebrae, César Rissete, o grande diferencial deste programa é a participação de grandes empresas, como empresas âncoras: “Neste caso, quem capta o recurso são as grandes empresas que, devem possuir uma receita operacional bruta anual igual ou acima R$ 300 milhões. Essas grandes empresas geralmente possuem uma taxa de risco de crédito e de inadimplência menor do que um pequeno negócio, o que garante uma taxa de juros final mais baixa. Elas também se responsabilizam pelos riscos e pelas eventuais garantias. Foi uma das formas encontradas para que pequenos negócios tivessem acesso a crédito e a juros baixos”.
As companhias interessadas podem se habilitar junto ao BNDES no site https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/bndes-credito-cadeias-produtivas/