(02/08/2020) – O bom desempenho da carteira de equipamentos de ciclo longo – voltados para projetos de prazo maior, longamente maturados, no Brasil e no exterior – permitiu à WEG alcançar resultados positivos no segundo trimestre deste ano, inclusive no que diz respeito à expansão da receita.
Complementada pela agilidade nos ajustes operacionais e também pelos impactos positivos da variação cambial, a boa performance destes equipamentos compensou a redução da demanda pelos equipamentos de ciclo curto, cujo mercado foi bastante prejudicado pela pandemia do novo coronavírus.
De acordo com a WEG, a Receita Operacional Líquida no segundo trimestre do ano foi de R$ 4.063,9 milhões, 23,7% superior à do segundo trimestre do ano passado e 9,4% superior ao primeiro trimestre de 2020.
Já o Ebitda atingiu R$ 732,2 milhões, 36,3% superior ao segundo trimestre de 2019 e 18,3% superior ao primeiro trimestre de 2020, sendo que a margem, de 18%, foi 1,7 ponto percentual maior do que no segundo trimestre de 2019 e 1,3 ponto maior do que no período de janeiro a março deste ano.
O Retorno Sobre o Capital Investido atingiu 21,6% no segundo trimestre de 2020, crescimento de 3,2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 0,9 ponto percentual diante do primeiro trimestre de 2020.
A queda de demanda na área de equipamentos de ciclo curto atingiu principalmente os segmentos de motores comerciais e appliance, tintas e vernizes e também motores industriais, cuja retração de volumes foi similar no mercado brasileiro e no mercado externo.
A paralisação das operações de alguns clientes e a incerteza na demanda desses produtos também foram fatores determinantes para a queda na entrada de pedidos ao final do trimestre passado e início do segundo trimestre, resultando em uma menor receita em parte destas áreas de negócios.
Apesar da melhora gradual na dinâmica dos negócios verificada ao longo do segundo trimestre, a WEG diz que ainda é cedo para saber se a crise foi superada. Incertezas com relação à recuperação econômica dos países onde atua e uma possível segunda onda de contágio global podem impactar os negócios nos próximos meses.