
(12/07/2020) – Desde o final do ano passado, o mercado nacional de máquinas de grande porte – mandrilhadoras CNC, tornos verticais e fresadoras portal – tem novo concorrente. Trata-se da World Machinery Works, mais conhecida mundialmente como WMW, tradicional fabricante do Leste Europeu, que tem sede em Bacau, na Romênia
A marca já é bem conhecida no País. Entre as décadas de 1970 e 1990, várias máquinas foram instaladas por aqui, por intermédio de importadores. Agora, dentro de um plano de ampliação de sua presença global e que incluia o retorno o mercado brasileiro, a WMW contatou Luis Sigot, profissional experiente no segmento de máquinas de grande porte, que atuou por 15 anos na Wotan e mais recentemente na Haas e na Mausa.
A WMW Brasil foi criada oficialmente em setembro passado. Com escritório comercial e sede administrativa em Jundiaí e oficina de manutenção em Sorocaba, a empresa foi estruturada para atuar em três frentes: comercialização de máquinas novas; assistência técnica, manutenção e retrofitting; e venda de máquinas seminovas. Sigot conta que, para a montagem de sua equipe técnica, buscou profissionais experientes, em sua maioria ex-colaboradores da Wotan, com grande expertise em alguns segmentos, em especial óleo e gás, linha amarela e energia.
Sigot explica que o portfólio da WMW é bastante abrangente, contando, por exemplo, com mandrilhadoras de vários tamanhos, entre 1 e 40 toneladas, dos tipos T e Floor Type, com mesa giratória etc. Porém, a princípio, a empresa vai se concentrar no segmento de máquinas de menor porte, como os modelos tipo CutMax 1 até 4 toneladas, CutMax 2, até 6 t e CutMax 3, até 12 t.
“Em nossa avaliação, existem no mercado brasileiro várias empresas que sentem falta dessas opções de máquinas de menor porte, como era o caso da linha da Wotan (que fechou em 2010), e que, por falta de alternativas no mercado nacional, acabam adquirindo máquinas de 10 ou 15 t para fazer serviços que poderiam ser realizados com máquinas de 4 ou 6 t, portanto, de menor custo e mais produtivas”, diz o diretor de Operações da WMW Brasil.
Além deste fator (o porte das máquinas), Sigot cita outros que contribuem para o seu otimismo quanto às perspectivas da WMW Brasil. “A máquina é compacta (ocupa menos espaço no chão-de-fábrica), tem preço bastante competitivo, alta tecnologia e é totalmente produzida na Europa, incluindo as partes estruturais, os fundidos”.
De acordo com o diretor, a WMW Brasil conta com vários projetos em andamento. Alguns já estavam praticamente fechados, mas tiveram de ser adiados devido à pandemia de Covid-19 e que devem ser retomados em breve. “Hoje, posso dizer que já temos alguns bons resultados, principalmente no segmento de seminovas. Temos também grandes projetos de reforma e retrofitting em andamento que nos entusiasmam”, diz. “Em nossa opinião, apesar do mercado retraído, se tiver um produto de qualidade, preço competitivo, bom atendimento – com assistência técnica e estoque de peças -, como nos estruturamos para oferecer, os negócios tendem a caminhar bastante”.