
(26/04/2020) – Especializada no setor automotivo, a Bright Consulting prevê para o início de maio a retomada da produção das montadoras e da atividade do comércio de veículos. A empresa baseia esta previsão no relativo sucesso das medidas de isolamento social e o achatamento da curva de contágio do coronavírus, e na adoção de um gradual relaxamento das restrições à circulação e ao trabalho não essencial.
A Bright Consulting, no início de março, foi a primeira empresa a divulgar perspectivas da paralisação e suas consequências na indústria automobilística, que foram de fato bastante negativas.
O mês de março fechou com vendas no varejo de 156 mil veículos, contra uma previsão inicial de 230 mil unidades, uma redução de 32%.
Em abril, os emplacamentos somaram apenas 16.191 unidades até o dia 14, sendo, entretanto, provável que tenham acontecido mais vendas não transformadas em emplacamentos, por conta do fechamento dos Detrans em função do isolamento.
A empresa, assim, revisou a previsão de vendas de abril de 31 mil para 43 mil unidades, e manteve a expectativa de emplacamentos de maio e junho.
A consultoria acredita que no segundo trimestre será atingido um volume de vendas de 341,3 mil unidades, resultado fraco, representando uma queda de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2020.
Já a previsão de produção não se alterou, pois foi considerada a extensão das férias coletivas e o fato de que os estoques de 266 mil unidades do final de março atenderiam o mercado nos dois meses seguintes, embora com deficiência no mix de modelos.
Consequências Negativas – Dentre as consequências negativas da paralisação, a Bright Consulting aponta para a possibilidade de inviabilização das pequenas e médias empresas da cadeia e a postergação das compras de veículos devido à descapitalização das famílias.
Também prevê que a queda das vendas no primeiro semestre deve acarretar uma redução de aproximadamente 10 mil empregos nas montadoras e de 20 mil posições nas autopeças.
A consultoria estima ainda o predomínio de um período de retraimento industrial, com o corte, pelas montadoras, de todos os custos possíveis, redução de investimentos e engavetamento de expansões.