
(19/04/2020) – A Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos anunciou, no final de março, que vai realizar junto às empresas do setor um trabalho para fortalecer e expandir a cadeia nacional de produção de respiradores pulmonares. A iniciativa foi divulgada após uma reunião com membros do Governo Federal.
A associação vem utilizando seu banco de dados para identificar associados e fabricantes de equipamentos capazes de desenvolver componentes dos ventiladores. De acordo com a entidade, devem ser produzidos cerca 2000 respiradores por semana para atender a demanda dos hospitais que fazem parte do SUS – Sistema Único de Saúde.
“A Abimaq tem atuado no sentido de apoiar a ampliação da capacidade de produção dos atuais fabricantes de ventiladores pulmonares, principalmente identificando fornecedores de componentes críticos que possam ser produzidos no Brasil, como, por exemplo, as válvulas proporcionais de fluxo”, explica João Alfredo Delgado, diretor executivo de Tecnologia da associação. Os ventiladores já estão sendo produzidos nos fabricantes e, também, em algumas empresas que fizeram reversão de linha.
De acordo com Delgado, é preciso que os contratos com o Ministério da Saúde “sejam firmados para que o processo de produção seja agilizado”. Em 8 de abril, o Governo Federal fechou a compra de 6,5 mil respiradores, que serão produzidos (até agosto de 2020) pela Magnamed, empresa especializada em ventilação pulmonar. Do total de equipamentos, 5.760 são ventiladores de transporte e emergência e 740 são ventiladores pulmonares eletrônicos neonatal pediátrico e adulto (Oxymag).
Na última segunda-feira (13/04), João Gabbardo dos Reis, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, anunciou que a pasta fechou contrato para a aquisição de mais 4,5 mil, agora da empresa Intermed (ainda sem prazo de entrega). Até o momento, 11 mil unidades foram solicitadas pelo Ministério da Saúde.
Os ventiladores terão uma bifurcação na tubulação e maior potência. Assim, uma dupla saída de oxigênio vai permitir o atendimento simultâneo de dois leitos de UTI. Delgado destaca que, além dos respiradores, também foi criada uma rede de empresas para apoiar a produção de máscaras face shield, leitos hospitalares, impressão 3D de peças, injeção plástica de partes etc. “As empresas de máquinas e equipamentos estão mobilizadas para apoiar diversas ações”, conclui o diretor.
Atualmente, o Brasil contabiliza 65.411 ventiladores, sendo que 46.663 estão disponíveis no SUS.