
(20/10/2019) – O ritmo dos negócios no mercado brasileiro de máquinas atual não é o previsto no final do ano passado pela maioria dos competidores deste segmento. Muitas empresas, porém, se mostram satisfeitas com os resultados obtidos neste ano. É o caso da Mazak Sulamericana, um dos maiores fabricantes mundiais de máquinas-ferramenta.
Francisco Nakasone, gerente de Vendas da Mazak Sulamericana, informa que desde o final do ano passado a empresa tem conseguido manter o volume de negócios acima das metas. “No início do ano estabelecemos metas otimistas e estamos conseguindo cumpri-las. Nós sempre fazemos provisões otimistas e está se concretizando este ano, até para a nossa surpresa”, comenta, frisando que a empresa precisou até ampliar o quadro de técnicos.
O gerente só lamenta o fato de muitos projetos e negócios apresentados por clientes durante a Expomafe tenham sido engavetados, a maioria deles por questões conjunturais. “Se estes projetos tivessem sido concretizados, teria sido ainda melhor”, diz, acrescentando que infelizmente o cenário ainda não é claro o suficente para que se possa ter uma visão de longo prazo do mercado, tão necessária para a realização de investimentos.
De acordo com o gerente, apesar de alguns altos e baixos ao longo do ano, os negócios têm crescido, tanto no segmento de máquinas para usinagem quanto no segmento de máquinas de corte a laser. Os principais compradores são clientes de três segmentos: automotivo, aeroespacial e agrícola.
PRONTA ENTREGA – O gerente explica que contar com estoque de máquinas para pronta entrega foi fundamental este ano. “Aliás, isto é estratégico para nós. O brasileiro – ainda mais no cenário atual – costuma postergar os investimentos, deixando para a última hora. Quando decide investir já passou da hora e precisa da máquina naquele instante”, comenta. As vendas nos últimos meses, aliás, provocaram uma baixa no estoque médio de 30 máquinas, que já está sendo recomposto.
Além da recomposição do estoque, novas máquinas e novos modelos estão sendo embarcados no Japão com destino ao showroom da filial brasileira em Vinhedo (SP). É o caso do HCR-5000, indicado para a usinagem de peças para o setor aeroespacial. “Trata-se de uma máquina muito rápida, com 30 mil rpm e 120 cavalos (e de cone ISO 40), voltada para a usinagem de peças de pequeno e médio portes de alumínio”, informa, arescentando que este modelo deve ser um dos destaques no estande da empresa na Feimec 2020.
“Vamos crescer 15% em 2019 e nossa perspectiva para 2020 também de crescimento. Talvez também na faixa dos 15%”, completa Nakasone.