
(28/07/2019) – Uma nova ferramenta interativa lançada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria mostra que, apesar do visível processo de desindustrialização do país, o setor fabril ainda responde por significativa participação na geração de emprego e renda e no próprio Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com os dados reunidos na ferramenta “Perfil da Indústria Brasileira” (disponível no site da CNI), a indústria é hoje responsável por 21,6% do PIB, 70,8% das exportações de bens e serviços e 67,4% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado, além de cumprir papel fundamental na arrecadação tributária brasileira.
“Isso comprova que a indústria continua a desempenhar um papel estratégico na dinamização de todo o setor produtivo brasileiro”, afirma o presidente da entidade, Robson Andrade. “Até mesmo uma agricultura competitiva e um setor de serviços sofisticado, com maior valor agregado, dependem de uma indústria forte e moderna”.
Para o gerente-executivo de competitividade da CNI, Renato da Fonseca, um dos principais determinantes da importância da indústria para a economia brasileira é o seu efeito multiplicador.
De fato, conforme ilustrado na ferramenta interativa, um aumento de R$ 1,00 na produção industrial se multiplica pela produção da própria indústria e dos demais setores da economia, resultando em um aumento adicional de R$ 1,40, ou seja, totalizando um aumento de R$ 2,40 no PIB. Na agropecuária, esse efeito final sobre o PIB seria de R$ 1,66 e, em serviços, de R$ 1,49.
Os números mostram, ainda, que a indústria brasileira responde por 34,2% dos tributos federais, um percentual 58% maior que sua participação no PIB. O peso relativo é ainda maior na indústria de transformação, que contribui com 11,3% do PIB, mas responde por 26,5% da arrecadação de tributos federais, mais que o dobro da sua contribuição para a produção.
De qualquer forma, após praticamente dobrar entre 1947 e 1985, a participação da indústria no PIB iniciou uma tendência de queda que prevalece até hoje. Em 1985, o país registrou a máxima histórica de 48,0%. A partir desse ano, a participação foi se reduzindo até atingir o atual patamar de 21,6% do PIB.
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