(28/07/2019) – Lançado pelo governo federal na última terça-feira, 23, o programa “Novo Mercado de Gás” deve, na opinião da indústria e de entidades ligadas ao setor, incentivar investimentos, estimular a concorrência e aumentar a competitividade da indústria brasileira. Também contribuirá para corrigir distorções, melhorar o ambiente regulatório e criar um mercado competitivo que propicie a queda do preço do gás.
Presidente em exercício da CNI – Confederação Nacional da Indústria, Glauco Côrte elogia o programa por apresentar os fundamentos necessários para a abertura do mercado. “A garantia de que haverá oferta abundante e contínua e preços competitivos para o gás natural é crucial para os investimentos em diversos segmentos industriais”, afirma ele.
Côrte lembra que a liberalização do setor de gás natural em outros países proporcionou a queda dos preços do insumo: “O Brasil pode acompanhar esta tendência, pois a oferta de gás natural deve dobrar até 2027. O governo já sinalizou que as tarifas podem cair à metade, caso sejam tomadas as medidas adequadas”.
Também para o presidente executivo da Abal – Associação Brasileira do Alumínio, Milton Rego, o projeto é o passo inicial para um mercado de gás moderno e competitivo. “É um sinal robusto de que o governo está empenhado em modernizar um setor fundamental para competitividade da cadeia produtiva brasileira”, diz. “As diretrizes do projeto têm as digitais de inúmeras associações setoriais, como a Abal, que há anos lutam pela modernização do segmento energético brasileiro”.
Para o consultor técnico da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e coordenador-adjunto do Fórum de Gás, Bernardo Sicsú, os agentes de mercado foram atendidos em pontos fundamentais pelo programa.
“Basta citar o acesso não discriminatório aos gasodutos e unidades de processamento, a desverticalização ao longo da cadeia, a liberação ao mercado da capacidade remanescente nos dutos de transporte e na definição de uma política de incentivos para a abertura do mercado nos estados”, explica. “Eram, todos estes, grandes entraves do setor e que inibiam os investimentos”.