
(09/06/2019) – A Gühring do Brasil tem conseguido se manter em crescimento, apesar das dificuldades econômicas do País. “Nos últimos três anos registramos crescimento na casa dos dois dígitos. Num ritmo forte, que surpreendeu até a nossa matriz, na Alemanha”, conta Jorge Jerônimo, diretor-geral da filial brasileira.
Para garantir a continuidade da expansão no mercado brasileiro, a empresa está ampliando a capacidade de produção em duas frentes. Na produção de ferramentas de PCDs, na fábrica da Tecno Tools, em Itu (SP), parceira da Gühring desde o final do ano passado, onde acabam de ser instaladas duas máquinas afiadoras de 5 eixos; e na fábrica própria, em Salto (SP), que espera a chegada de duas máquinas nos próximos meses para ampliar a capacidade de produção de ferramentas rotativas de metal duro.
Jerônimo sustenta que apesar de o mercado brasileiro estar atravessando um momento complexo, a Gühring tem conseguido manter-se em crescimento graças a uma série de mudanças administrativas e de estratégias. “O mercado está difícil, muito disputado, mas nós reorganizamos nossa estrutura, mudamos a forma de atuar e encontramos um modelo de negócio, que difere um pouco dos nossos concorrentes”, comenta. “O mercado, e não só o brasileiro, vive um momento de grandes transformações e é preciso repensar a forma de atuar”.
O executivo prefere não detalhar as mudanças promovidas na forma de atuação da Gühring. Cita apenas a opção de fazer uma parceria com a Tecno Tools para a produção de PCDs, ao invés de montar uma fábrica própria. “Era um segmento novo para a filial brasileira, em crescimento e no qual precisávamos reforçar nossa presença com fabricação e capacidade de realização de serviços. A parceria – com o consequente intercâmbio de know-how para a Tecno Tools – agilizou o processo e nos credenciamos para atender um segmento em expansão, impulsionado pela mudança de material de motores e peças automotivas para o alumínio visando a redução do consumo de combustível”, explica.
O resultado, de acordo com Jerônimo, foi o aumento da capacidade de participação em projetos que demandam ferramentas de PCD. “Hoje, estamos participando da maioria dos projetos em curso no setor automotivo, incentivados pelo programa governamental Rota 2030, o que inclui a conquista de um grande projeto de uma montadora”.
Outra iniciativa muito comemorada pela filial foi a de manter a participação na Expomafe, realizada em maio. “Nós e a nossa matriz continuamos acreditando nas feiras de negócios e não poderia ser diferente com a Expomafe, a principal feira do setor de máquinas e ferramentas do País. Foi uma das melhores feiras de que já participamos, que nos deu grande visibilidade e nos trouxe muitas surpresas, com muitos clientes nos procurando para discutir projetos, em busca de alternativas e soluções para seus problemas. Saímos da feira com muitos projetos”, afirma.
Cerca de um mês após o evento, Jerônimo diz que a equipe de engenharia ainda está sobrecarregada, com um grande volume de projetos e estudos em andamento – alguns já efetivados e outros que devem ser concretizados no segundo semestre. “Ficamos bastante felizes, tanto pelos projetos que conquistamos quanto por ter recebido em nosso estande clientes com os quais, até então, tínhamos pouco relacionamento”.
