
(12/05/2019) – A exposição de réplicas em tamanho real dos aviões criados por Santos Dumont, 14-bis e Demoiselle, uma das atrações do Espaço Tecnologia em Evolução da Expomafe 2019, realizada na semana passada no São Paulo Expo, atraiu muitos visitantes.
“Antes de falar sobre o processo industrial em si, os visitantes expressam sua admiração pelas réplicas e pelo próprio Santos Dumont”, conta Alan Calassa, aviador e presidente do Instituto de Desenvolvimento Aeronáutico de Caldas Novas (GO),responsável pela construção das réplicas dos aviões.
Calassa já produziu três exemplares do 14-bis. A primeira réplica foi doada ao Museu do Ar, de Paris; a segunda, para o Museu de Sintra em Portugal, e a terceira é justamente a que foi exposta na Expomafe.
Para desenvolver o trabalho, ele utilizou sua própria oficina em Caldas Novas, onde foram usinadas as peças. De acordo com Calassa, para a construção das réplicas foi necessária a aplicação da engenharia reversa, já que não há registros do projeto original contendo medidas e parâmetros. Sendo assim, ele se baseou na altura de Santos Dumont, no tamanho das rodas do aeroplano e em fotos da época.
Gargalos a parte, o trabalho valeu a pena quando foi possível comparar o cesto original do 14-bis encontrado por historiadores com o do seu projeto, e que confirmou a aproximação da réplica com o original, fato comprovado por diferentes especialistas.
Promovido pela Abimaq, a exposição procurou destacar a importância das máquinas-ferramenta para a fabricação dos motores dos veículos, o Antoniette V8, do 14-bis, e o Darracq 1908 de 35 cv, do Demoiselle, incluindo as primeiras peças usadas nos aeroplanos do “Pai da Aviação”.