São Paulo, 03 de julho de 2026

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31/03/2019

Sondagem da CNI mostra empresários mais cautelosos para investir


(31/03/2019) – A última Sondagem Industrial realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que os empresários estão mais cautelosos, e um pouco menos dispostos a correr riscos.

Pelo estudo, o Índice de Intenção de Investimento interrompeu sequência de cinco meses de alta, recuando em março 1,2 ponto, para 55,4 pontos, tornando bastante clara a moderação do atual processo de recuperação da indústria.

Mas, apesar da queda, o índice manteve-se 2,1 pontos acima do registrado em março de 2018, e 6,5 pontos acima da média histórica do índice, o que demonstra existir algum otimismo, mesmo que moderado.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) também recuou, após sequência de quatro meses de altas, seguida de estabilização em fevereiro.

O ICEI recuou 2,6 pontos em março, para 61,9 pontos. Porém, igualmente, apesar da queda no mês, a confiança do empresário segue elevada. O índice ficou 2,9 pontos acima do registrado em março de 2018 e 7,5 pontos acima da média histórica.

Para a CNI, a queda do ICEI em março deve-se tanto à avaliação menos positiva das condições atuais do país como pelas expectativas menos otimistas. O Índice de Condições Atuais recuou 2 pontos, para 53,6 pontos.

Como este índice, no entanto, também se manteve acima dos 50 pontos, ele revela que o empresário ainda percebe melhora nas condições correntes de negócios, embora esta avaliação seja menos favorável do que em fevereiro.

Da mesma forma, o Índice de Expectativas recuou na passagem de fevereiro para março, uma queda de 2,9 pontos, para 66,1 pontos.

O índice, de qualquer forma, ainda permanece elevado, bem acima da linha divisória de 50 pontos, comprovando, também, a existência de certo otimismo. Contudo, é o segundo mês consecutivo de queda deste indicador, que havia recuado 0,9 pontos em fevereiro.

A utilização da capacidade instalada manteve-se em 66%, ainda distante do observado entre 2011 e 2014, mas superior ao observado em 2016 até 2018. Já o nível dos estoques se encontra acima do planejado pela indústria, o que deve estar provocando, no mínimo, alguma frustração com a demanda. Houve ainda ligeira queda no nível de emprego.

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