(17/02/2019) – A Indústrias Romi fechou o exercício passado com R$ 712,2 milhões na entrada de pedidos, montante 18,1% superior ao obtido no ano de 2017. Destaque para a Unidade de Negócio Máquinas Romi, que apresentou crescimento de 25,1% na entrada de pedidos. A receita desta unidade de negócio cresceu 10,8% enquanto o número de unidades entregues subiu 9,8%.
Já na subsidiária alemã B+W o volume de pedidos cresceu 64,4%: “reflexo do lançamento de novas linhas de produtos em 2017, aliado ao desenvolvimento de soluções para novos segmentos, como o aeroespacial e de óleo e gás”, segundo o balanço da empresa, divulgado na semana passada.
“O ano de 2018 se mostrou um ano de recuperação econômica gradual e sólida, e apesar de um início de ano de fraca atividade econômica pode-se notar uma aceleração significativa na quantidade de oportunidades e negócios gerados ao longo do ano”, informou Luiz Cassiano Rosolen, diretor-presidente da Romi. “Estrategicamente, definimos como prioridade o lançamento de novas gerações de produtos, e as primeiras linhas já estão fazendo muito sucesso. Isso nos dá muita confiança de que estamos muito bem preparados para a retomada da economia doméstica”.
Já a Unidade de Negócio Fundidos e Usinados registrou baixa de -17,6% na receita operacional, devido à redução dos pedidos de peças fundidas de grande porte. “Por outro lado, houve um aumento importante no volume de pedidos de peças destinadas aos segmentos automotivo comercial, agrícola e de máquinas para movimentação de terra, que compensaram parte da queda do segmento de fundidos de grande porte”, informa o balanço.
A receita operacional líquida de 2018 foi de R$ 743,5 milhões, 10,5% superior à registrada em 2017. A companhia aponta como principal responsável pelo resultado “o crescimento das vendas de máquinas Romi no mercado doméstico, resultado da adequada estratégia de desenvolvimento de novas gerações de produtos lançados em 2018, da recuperação gradual da indústria, que refletiu positivamente no volume de novos pedidos e também pelas exportações, que nesse mesmo período de comparação também continuaram apresentando crescimento”.
Em 2018, as margens operacionais permaneceram em níveis similares aquelas alcançadas em 2017, demonstrando consistência nas operações. A Unidade de Negócio Máquinas Romi teve destaque na evolução das margens operacionais: apresentou margem operacional de 13,2%, o que representou crescimento de 6,4% em relação ao ano de 2017.
“Nos últimos anos efetuamos diversas otimizações, principalmente nas estruturas indiretas. Reforçamos o foco em projetos de redução de custos e despesas e realizamos investimentos em automação e produtividade com foco no incremento da rentabilidade, o que se pode notar desde 2017”, obsersou Rosolen.