
(23/09/2018) – Na última terça-feira, quando a reportagem do site Usinagem-Brasil chegou à fábrica da Dormer Pramet do Brasil, no bairro de Interlagos, em São Paulo, estava sendo concluído o desembarque de uma retificadora de 5 eixos. Esta é a quinta máquina a ser incorporada à produção de rotativas este ano e outras duas estão previstas para chegar até dezembro.
“Nosso volume de produção está em forte crescimento. Nossa capacidade produtiva de ferramentas de metal duro e de machos de HSS – que são os segmentos em que estamos investindo mais neste momento – já está de 30 a 35% maior que a do ano passado”, informa Francisco Campos, diretor-presidente da Dormer Pramet do Brasil. O quadro de funcionários cresceu 15% em 2018.
Ele explica que a fábrica está sendo equipada para um aumento ainda maior, visando atender ao crescimento da demanda do mercado mundial de rotativas. A unidade brasileira é atualmente a principal fornecedora de ferramentas rotativas para todas as filiais da Dormer Pramet no mundo. “Entre 80 e 90% de todas as ferramentas Dormer e Precision comercializadas em todo o mundo são produzidas na unidade de Interlagos”, informa, lembrando que desde 2007 o grupo vem concentrando a produção de rotativas na unidade brasileira.
PRODUTIVIDADE – Além de novas máquinas, a empresa também implantou um programa de Lean Manufacturing que tem apresentado excelentes resultados, segundo o executivo. O “Transformation Program” – programa desenvolvido pela empresa – já possibilitou ganho de produtividade de 55% desde a sua implantação, no final de 2015.
Campos conta que para a execução do programa, a fábrica foi inteiramente mapeada, dividida em 15 áreas e levantadas as oportunidades de melhoria. Em outubro, uma equipe mundial do Grupo Sandvik estará no Brasil para o fechamento do programa, oportunidade em que um novo programa será implantado, desta vez envolvendo também as áreas adminsitrativas e de manutenção.
INDÚSTRIA 4.0 – Um novo passo na modernização e atualização do parque fabril já está em curso. “Estamos nos acercando da Indústria 4.0. Já fizemos um primeiro estudo das possibilidades de conectividade de cada uma máquinas, incluindo os 10 robôs já em operação na fábrica”, informa. “Agora vamos preparar o business case e iniciar o programa em 2019”.