
(19/08/2018) – Hoje, o Brasil tem capacidade instalada de 13 GW de energia eólica, com 518 parques eólicos e 6.600 aerogeradores em operação. Até 2023, a capacidade de produção deve crescer quase 50%, chegando a 19 GW. Segundo a Abeeólica, entidade que reúne as empresas do setor, estão em construção ou já contratados outros 4,8 GWs, para um total de 213 novos parques eólicos.
Para suportar esse crescimento, a Romi está intensificando seus investimentos na fabricação de fundidos de grande porte, aí incluídos recursos voltados à capacidade de produção, novos softwares e em capacitação da equipe técnica. A empresa – que atingiu a marca de 3.500 cubos de rotor e base de nacelles fornecidos para os fabricantes de aerogeradores – registrou crescimento de 19% em 2017 no fornecimento de produtos fundidos e usinados para o setor eólico.
De acordo com a empresa, seus fundidos estruturais estão presentes em quase 100% dos parques eólicos no país. “Desenvolvemos alta capacidade técnica de produção desses itens estruturais de segurança, aprimoramos a utilização de ferramentas de simulação de fundição, além dos nossos investimentos no desenvolvimento da nossa equipe técnica e em nosso parque fabril, que é um dos mais atualizados da América Latina”, explica Francisco Vita, diretor da Unidade de Fundidos e Usinados da Romi.
O diretor lembra que a introdução de novas tecnologias em turbinas tem proporcionado a produção de aerogeradores onshore cada vez mais potentes. O resultado é que os fundidos estruturais necessários são cada vez maiores e mais pesados, podendo chegar a até 25 t. “Preparamos a fábrica de maneira que podemos produzir, de maneira seriada, peças de até 40 toneladas para servir esta nova geração de aerogeradores, maiores e mais potentes”, afirma Vita.
Espera-se também o surgimento das primeiras usinas eólicas offshore (marítimas) no Brasil – mercado que está em forte crescimento no exterior. Já existem projetos em aprovação nos órgãos regulatórios brasileiros, incluindo uma turbina piloto da Petrobras. Dada a extensão da costa brasileira, de mais de 7 mil km de extensão, estima-se que o potencial eólico offshore seja 12 vezes maior que o onshore. “Nossa estrutura já está preparada para atender a esta demanda”, lembra Vita.
A unidade de fundidos e usinados da Romi foi ampliada em 2009, visando a produção de peças de grande porte, justamente para atender o mercado eólico. De lá pra cá, a empresa já entregou mais de 47 mil toneladas em peças de ferro fundido nodular, basicamente cubos de rotor e bases de nacelles, para os principais fabricantes de aerogeradores do Brasil e também do exterior.