.jpg?x49507)
(01/07/2018) – A greve dos caminhoneiros no final de maio provocou forte retração no desempenho da indústria, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O faturamento do setor caiu 16,7% em maio na comparação com abril. Foi a maior queda mensal do indicador e o resultado reverteu os ganhos registrados desde outubro de 2016, apontou o Indicadores Industriais, divulgado na sexta-feira (29) pela entidade.
Todos os indicadores registraram queda em maio. A utilização da capacidade instalada caiu para 75,9%, o menor percentual desde 2003, quando começou a série histórica. Isso significa que o setor operou com ociosidade de 24,1% em maio. As horas trabalhadas na produção recuaram de 2,4% em maio frente a abril, na série com ajuste sazonal.
Os indicadores de mercado de trabalho também pioraram. O emprego caiu 0,6% em maio na comparação com abril na série dessazonalizada. “Foi a primeira queda após sete meses de moderado crescimento e reverte toda a expansão registrada em 2018”, ressaltou o economista da CNI Marcelo Azevedo. A massa real de salários caiu 1,7% e o rendimento médio real do trabalhador da indústria recuou 1,4% em maio frente a abril, na série com ajuste sazonal.
De acordo com Azevedo, a paralisação dos serviços de transporte no fim de maio agravou as dificuldades que a indústria encontra para se recuperar da crise. “Os resultados do primeiro trimestre ficaram aquém do esperado, pois a indústria enfrenta problemas com a baixa demanda, a alta ociosidade, dificuldades de financiamento e incertezas econômicas que prejudicam a atividade industrial”, disse.