
(04/06/2018) – A Walter Tools do Brasil, fabricante de ferramentas para usinagem de origem alemã, fechou os quatro primeiros meses de 2018 bem acima do realizado nesses mesmos meses do ano passado. “Esse início de ano foi bem positivo e maio vinha sendo um mês excelente até a paralisação dos caminhoneiros, com a melhor de pedidos dos últimos anos”, informa Salvador Fogliano, diretor-presidente da filial brasileira.
Na avaliação do executivo, os resultados melhoraram em parte porque nessa retomada o foco das indústrias voltou-se para a produtividade, com as empresas buscando a redução de custos e a maximização dos recursos com novas ferramentas e processos. “Durante o período de recessão muitas indústrias usaram ferramentas mais baratas porque não importava se a peça ia ser usinada em 10 ou 20 minutos, pois na sequência a máquina ia ficar parada. Agora, o foco voltou para a produtividade e as empresas estão preocupadas em eliminar gargalos de produção”, avalia.
De acordo com Fogliano, em meio à recuperação da indústria, a Walter também se beneficiou com o lançamento da linha Tiger.Tec Gold. “Uma nova geração de insertos para torneamento e fresamento, que possibilita ganhos de performance de 40, 45% em relação a nossa linha anterior, e que se encaixou perfeitamente nesse ambiente de busca de produtividade e competitividade pelas indústrias”.
Esse processo de retomada, porém, pode ter sido afetado pela paralisação ocorrida no final de maio. Em parte, porque hoje a maioria das indústrias trabalham em sistema Just in Time, o que envolve um sistema de logística que foi prejudicado. “As indústrias ficaram sem insumos. Assim, além dos dias perdidos em maio, os reflexos devem ser sentidos também no movimento de junho. E depois tem a Copa do Mundo e as eleições…”, diz. “Eu continuo otimista, mas essa paralisação lançou novas incertezas no cenário político e econômico”.
“Até então o cenário era bom, inclusive com a moeda muito favorável ao setor exportador, ainda que encareça as ferramentas de corte, mas é sabido que as ferramentas respondem por apenas 3 a 4% dos custos de produção”, observa Fogliano. E conclui: “a economia vinha bem até maio, demonstrando uma recuperação mais forte. Se continuar como estava até 10 dias atrás, e não tivermos outros desdobramentos da greve, 2018 vai ser um bom ano para a indústria”.