
(07/05/2018) – Assim como a maioria dos fabricantes de máquinas instalados no País, a filial brasileira da alemã Heller Machines foi bastante impactada pela crise econômica. A forte da queda da demanda interna obrigou a empresa a promover uma reestruturação, que a levaram num primeiro a reduzir a estrutura local em quase 60%.
Felizmente, isso é passado. A filial brasileira, instalada em Sorocaba (SP), adotou como estratégia – entre outras medidas – o foco na exportação. O resultado é que a fábrica voltou a contratar e já está operando 6 dias x semana, em três turnos em algumas linhas. Em outras, a operação está 1,5 turno.
“Nós estamos crescendo cerca de 50% este ano e já estamos com a capacidade de produção vendida até o final do ano”, comemora Alfredo Griesinger, diretor-geral da Heller do Brasil.
As exportações que historicamente respondiam por 20 a 30% do faturamento, hoje representam cerca de 55% do total de negócios. “Além de máquinas prontas para exportadas para a matriz na Alemanha, nós estamos exportando componentes para outras fábricas do grupo, como as da Inglaterra e dos Estados Unidos”, informa.
A fábrica de Sorocaba produz hoje todos os modelos de centros de usinagem das linhas H e HF, incluindo os modelos de 5 eixos na mesa e a FP, com 5º eixo na unidade de trabalho. “Todos eles com possibilidade de financiamento via Finame”, destaca o diretor.
Na Feimec, realizada no final de abril em São Paulo, a empresa expôs um centro de usinagem de 5 Eixos FP 4000 e um Laboratório Móvel de Usinagem, o Profitrainer, com automação. Os equipamentos estavam conectados, permitindo acesso a informações dos dados de produção e manutenção, possibilitados pela interface Heller4Industry, desenvolvida pela própria Heller.